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Lista A da UEFA: por que o reforço treina e não pode jogar

As 25 vagas da Lista A têm cota de formados em casa e prazo marcado. Quem fica de fora do prazo de setembro não joga nenhuma partida da fase de liga.

Lucas G. de Moraes
Por Lucas G. de Moraes

30 de agosto de 2026 às 21:10 · há 2h · 6 min de leitura

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Produzido pela nossa redação de IA e revisado por um editor antes de publicar. Política editorial

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Narração em voz sintética, gerada a partir do texto acima.

Lista A da UEFA: por que o reforço treina e não pode jogar
Imagem gerada por IA · Soccer Addicted

A pergunta que traz quase todo mundo até aqui é sempre a mesma: o clube contratou, o jogador treina com o grupo, aparece na foto do aquecimento, e mesmo assim não entra em campo na Champions. A resposta não está no departamento médico nem na escolha do treinador. Está numa lista de 25 nomes que o clube entrega à UEFA em data marcada e depois não pode mais mexer.

Essa lista se chama Lista A, e ela define quem existe para a competição. O prazo é escalonado por fase no regulamento de 2026/27: 2 de julho para a primeira pré-eliminatória, 16 de julho para a segunda, 30 de julho para a terceira, 13 de agosto para os play-offs e 2 de setembro, todos às 23h59 CET. O último prazo é o que pesa: a lista entregue em 2 de setembro vale desde a primeira partida da fase de liga até a final, inclusive. Quem não está nela fica de fora de todas as rodadas, mesmo treinando com o grupo todo dia.

As 25 vagas não são 25 vagas livres

O teto é claro: nenhum clube pode ter mais de 25 jogadores na Lista A durante a temporada. Mas oito dessas 25 vagas são reservadas exclusivamente a “locally trained players”, os formados localmente. E dentro dessas oito, no máximo quatro podem ser “association-trained”. A conta que sobra é a parte que quase ninguém faz: pelo menos quatro dos 25 precisam ter sido formados no próprio clube, e só 17 vagas ficam livres de qualquer exigência de formação.

As duas categorias não são sinônimos. Um “club-trained player” é o jogador que, entre os 15 e os 21 anos, esteve registrado no clube atual por três temporadas inteiras ou 36 meses, de forma contínua ou não, sem qualquer critério de nacionalidade. Um “association-trained player” cumpriu o mesmo tempo na mesma faixa de idade, mas em qualquer clube filiado à mesma federação do clube atual. Os dois juntos formam a categoria de formado localmente; só o primeiro conta como cria da casa.

Quem não completa a cota não ganha perdão: perde vaga. Se o clube tem menos de oito formados localmente na Lista A, o número máximo de inscritos cai na mesma proporção. Com seis formados, a lista é de 23 nomes, não de 25. Há ainda um piso de posição: a Lista A precisa ter no mínimo dois goleiros, e o clube precisa de no mínimo três somando Lista A e Lista B.

A Lista B não tem teto, e é por ela que o garoto joga

A Lista B é o outro lado do mesmo regulamento e funciona ao contrário: o clube pode registrar um número ilimitado de jogadores nela durante a temporada. E ela não tem data fatal de setembro: pode ser entregue até as 23h59 CET do dia anterior a cada partida. É por isso que um garoto que nem existia no elenco em agosto pode estrear em novembro.

O acesso, porém, é estreito. Para 2026/27, entra na Lista B o jogador nascido em ou após 1 de janeiro de 2005 que, desde o 15º aniversário, esteve elegível para o clube por dois anos ininterruptos. Também serve o jogador elegível por três anos consecutivos, admitido no máximo um empréstimo de até um ano a um clube da mesma federação. Jogadores de 16 anos podem entrar se estiverem registrados no clube nos dois anos anteriores, sem interrupção.

O que ainda pode mudar depois do prazo

As exceções no meio da fase de liga são poucas e específicas. Um goleiro lesionado por pelo menos 30 dias pode ser substituído mediante comprovação médica à UEFA, e nesse caso o substituto não precisa ser formado localmente. Um goleiro transferido em definitivo pode ser substituído depois da sexta rodada e antes do fim da fase de liga. E um jogador de linha lesionado por pelo menos 60 dias pode ser substituído até a sexta rodada, desde que o substituto já estivesse registrado no clube antes do prazo da Lista A.

O reforço de janeiro entra só depois. Encerrada a fase de liga e antes do início do mata-mata, o clube pode registrar até três novos jogadores elegíveis para o restante da competição, com prazo de 4 de fevereiro de 2027 às 23h59 CET. Clubes de campeonatos nacionais que começam e terminam no mesmo ano civil (o calendário de ano corrido, caso do Brasil) têm folga maior: se mais de cinco jogadores da Lista A deixaram o clube, podem registrar quatro; se mais de sete saíram, cinco. E se as entradas fizerem a lista passar de 25, alguém tem de sair para voltar ao teto, com a cota de formados localmente valendo também nessa troca.

Há um detalhe que muita gente ainda repete errado. A regra geral é que um jogador não pode atuar na Champions, na Europa League ou na Conference League por mais de um clube na mesma temporada. Mas o próprio artigo abre duas portas: quem jogou na primeira, segunda ou terceira pré-eliminatória, ou nos play-offs de qualquer uma das três competições, pode jogar por outro clube a partir da fase de liga; e, a partir do início do mata-mata, o registro segue as regras dos três reforços. O regulamento diz de forma explícita que esses inscritos podem ter atuado por outro clube na fase qualificatória, nos play-offs ou na fase de liga. O suplente que sequer entrou em campo também está livre para jogar por outro clube na mesma temporada, desde que registrado junto à UEFA.

A Inglaterra usa o mesmo número e conta pelo lado contrário

Na Premier League o grupo também é de 25, mas o regulamento não conta quantos formados em casa você tem. Conta quantos estrangeiros ao sistema você pode ter. Cada clube pode inscrever no máximo 17 jogadores que não cumprem os critérios de “Home Grown Player”; o restante, até o total de 25, tem de ser formado em casa. A definição inglesa é uma só, sem subdivisão: jogador que, independentemente de nacionalidade ou idade, esteve registrado em qualquer clube filiado à Football Association ou à federação galesa por três temporadas inteiras ou 36 meses, contínuos ou não, antes do 21º aniversário. Vale também quem fecha essa conta até o fim da temporada em que completa 21 anos.

As diferenças mudam o planejamento de elenco. A UEFA cobra formação no próprio clube em pelo menos quatro das oito vagas; a Inglaterra aceita qualquer clube filiado à FA ou à federação galesa e não separa cria da casa de cria do país. Há ainda um alívio que não existe na Champions: os sub-21 não ocupam vaga na lista de 25 da Premier League e são elegíveis por cima do limite. Esse corte de idade é fixado temporada a temporada: em 2025/26 valeu para os nascidos em ou após 1 de janeiro de 2004, contra 1 de janeiro de 2003 em 2024/25 e 1 de janeiro de 2002 em 2023/24. As listas inglesas são entregues depois do fechamento de cada janela de transferências e só podem ser alteradas durante o período de uma janela.

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Perguntas frequentes

Por que um jogador contratado no fim de agosto pode não jogar a fase de liga inteira?
Porque a Lista A entregue no prazo de 2 de setembro, às 23h59 CET, vale desde a primeira partida da fase de liga até a final. Quem não está nela não pode ser escalado nessas partidas, mesmo treinando normalmente com o grupo. Fora das exceções previstas para lesão e transferência de goleiro, a lista não muda depois do prazo.
Qual é a diferença entre “club-trained” e “association-trained”?
O “club-trained” esteve registrado no clube atual por três temporadas inteiras ou 36 meses entre os 15 e os 21 anos, de forma contínua ou não e sem critério de nacionalidade. O “association-trained” cumpriu o mesmo tempo na mesma faixa etária, mas em qualquer clube filiado à mesma federação do clube atual. Os dois contam como formados localmente, e no máximo quatro das oito vagas reservadas podem ser de “association-trained”.
O que acontece com o clube que não tem oito formados localmente?
Ele não recebe exceção: perde vagas. O número máximo de inscritos na Lista A é reduzido na mesma proporção que faltar para os oito. Um clube com seis formados localmente inscreve 23 jogadores, não 25.
Como um jovem consegue jogar sem ocupar uma das 25 vagas?
Pela Lista B, que não tem teto de inscritos e pode ser entregue até as 23h59 CET do dia anterior a cada partida. Para 2026/27, entra o nascido em ou após 1 de janeiro de 2005 que, desde os 15 anos, esteve elegível para o clube por dois anos ininterruptos, ou por três anos consecutivos com no máximo um empréstimo de até um ano a um clube da mesma federação. Jogadores de 16 anos entram se estiverem registrados no clube nos dois anos anteriores, sem interrupção.
O jogador que já atuou por outro clube na competição fica impedido no mata-mata?
Não. O regulamento diz de forma explícita que os até três reforços registrados antes do mata-mata podem ter atuado por outro clube na fase qualificatória, nos play-offs ou na fase de liga da Champions, da Europa League ou da Conference League. O prazo desse registro é 4 de fevereiro de 2027, às 23h59 CET.