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Substituições no futebol: como funciona a regra das cinco e as três janelas

Cinco é teto, não obrigação: a Lei 3 deixa o número com quem organiza a competição, limita as trocas a três janelas e não cobra nada pelas mexidas do intervalo.

Lucas G. de Moraes
Por Lucas G. de Moraes

23 de agosto de 2026 às 20:26 · há 51 min · 5 min de leitura

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Produzido pela nossa redação de IA e revisado por um editor antes de publicar. Política editorial

Substituições no futebol: como funciona a regra das cinco e as três janelas
Imagem gerada por IA · Soccer Addicted

São no máximo cinco substituições, feitas em três janelas, e o intervalo não gasta janela nenhuma. Essa é a resposta curta. A Lei 3 das Regras do Jogo não obriga ninguém a usar cinco: ela fixa cinco como teto e entrega a decisão a quem organiza a competição, seja a FIFA, uma confederação ou uma federação nacional. Uma competição pode permitir menos. O limite de três janelas por time vale onde o regulamento autoriza as cinco trocas.

O limite de três janelas não cai em qualquer jogo. A Lei 3 o aplica às competições masculinas e femininas de primeiras equipes da divisão de elite e às seleções 'A', e só onde o regulamento permite usar até cinco substitutos. É exatamente esse o desenho da Copa do Mundo de 2026: o artigo 36.2 do regulamento do torneio diz que cada time pode usar no máximo cinco substituições. Fora desse recorte, o número muda de acordo com quem manda na competição.

Janela é oportunidade de substituição, não é jogador. Cada time tem três por partida. Se o treinador troca dois ou três jogadores na mesma paralisação, gasta uma janela só. Se os dois times trocam ao mesmo tempo, a janela é contada para cada um deles, como diz o regulamento da Copa de 2026. O motivo da conta é declarado pela própria IFAB desde o começo: evitar a interrupção do jogo. Sem esse freio, cinco trocas viram cinco paradas.

Da pandemia à regra permanente

As cinco substituições nasceram provisórias. Em 8 de maio de 2020, por proposta da FIFA, a IFAB liberou a opção no contexto da pandemia de covid-19 e do calendário comprimido, deixando a adoção a critério de cada organizador de competição. Já ali estava escrito que cada time teria apenas três oportunidades de trocar, para não picotar a partida. E já ali as trocas no intervalo eram permitidas.

A medida virou permanente na edição 2022/23 das Regras do Jogo. A decisão saiu da 136ª Assembleia Geral da IFAB, anunciada em 13 de junho de 2022, com vigência a partir de 1º de julho de 2022. No mesmo pacote ficou confirmada a restrição de três janelas mais o intervalo. O site oficial da FIFA registra a mesma data, a mesma assembleia e o mesmo início de vigência. O que começou como remendo de pandemia é hoje texto da Lei 3.

Trocar no intervalo não gasta janela. É a brecha mais explorada do futebol moderno: quem faz duas ou três alterações no vestiário volta para o segundo tempo com as três janelas intactas e ainda com pernas novas no banco. As substituições feitas ali continuam contando no total de cinco, mas não no total de oportunidades. Por isso tanta mexida no intervalo, mesmo quando ninguém está machucado.

Na prorrogação, nada se perde. Substitutos e janelas que sobraram do tempo normal continuam valendo. E, se o regulamento da competição previr, cada time ganha ainda um substituto a mais e uma janela a mais, inclusive quem já tinha gastado tudo. Na prática, chega a seis trocas e quatro janelas. O intervalo antes da prorrogação e o intervalo dentro dela também não consomem oportunidade. Quem administra bem o banco entra na prorrogação com pernas novas e janela na mão.

A troca por concussão

A substituição por concussão é uma peça à parte. É adicional e permanente: uma por time por partida, e pode ser feita mesmo que as cinco trocas normais já tenham acabado. Não consome janela, porque é contada fora do limite de oportunidades normais. Permanente é literal: o jogador com concussão, real ou suspeita, não volta a jogar naquela partida. Quem decide se o caso é concussão é a equipe médica do time, não a arbitragem. E o adversário recebe um substituto adicional e uma janela adicional.

Nada disso é automático. A substituição por concussão é uma opção que cada competição decide adotar, aprovada na 138ª Assembleia Geral da IFAB, em 2 de março de 2024, na Escócia, e em vigor desde 1º de julho de 2024. Também é o regulamento que diz quantos jogadores podem ser relacionados no banco, de três a no máximo quinze. Na Copa do Mundo de 2026, a lista de jogo tem até 26 nomes: 11 titulares e até 15 substitutos. E atenção ao instante da troca: ela só se completa quando o substituto entra em campo.

SituaçãoSubstituiçõesJanelas
Tempo normal, elite e seleções 'A'53
Trocas no intervalodentro das 5nenhuma
Prorrogação, se o regulamento previr64
Concussão, por time e por partida1 adicionalnenhuma
Substitutos relacionados no banco3 a 15não se aplica

Desde 1º de julho de 2026, sair de campo virou parte da regra. Quem é substituído tem dez segundos para deixar o gramado, contados a partir da placa do quarto árbitro, ou do sinal do árbitro quando não há placa. Se estourar o prazo, o time joga com um a menos por um tempo: o substituto só entra na primeira paralisação depois de um minuto de relógio corrido após o reinício. A IFAB apresentou a medida como combate à perda de tempo.

Fora da elite, o desenho muda. Nas demais partidas, os dois times podem combinar antes do jogo um número maior de substitutos e avisar o árbitro; sem acordo, o teto é seis por time. Em amistosos de seleções 'A', o número subiu para oito desde 1º de julho de 2026, e pode chegar a onze se as duas equipes concordarem. E só no futebol de base, no de veteranos, no de pessoas com deficiência e no amador o jogador substituído pode voltar a jogar.

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Perguntas frequentes

Quantas substituições cada time pode fazer em um jogo?
Até cinco, em três janelas, nas competições que adotam o teto da Lei 3. A troca feita no intervalo não gasta janela. Na prorrogação, se o regulamento previr, entram mais um substituto e mais uma janela.
O que acontece se um time fizer mais trocas do que pode?
A Lei 3 não prevê punição automática. A substituição só se completa quando o substituto entra em campo com autorização; quem entra sem permissão é advertido com cartão amarelo e retirado de campo, e o jogo é parado. O reinício é tiro livre direto do ponto da interferência, quando houve interferência.
A substituição por concussão vale em qualquer competição?
Não. É uma opção que cada competição adota, aprovada pela IFAB em 2 de março de 2024 e em vigor desde 1º de julho de 2024. Onde vale, é uma por time por partida, não gasta janela e o adversário recebe um substituto adicional.

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