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Libertadores x Sul-Americana: vagas, dinheiro e o que cada título abre

Em setembro de 2026, as duas competições da CONMEBOL jogam as quartas nas mesmas noites. A tabela em dólar mostra onde a hierarquia se confirma e onde falha.

Lucas G. de Moraes
Por Lucas G. de Moraes

10 de setembro de 2026 às 23:26 · há 2h · 16 min de leitura

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Política editorial

Libertadores x Sul-Americana: vagas, dinheiro e o que cada título abre
Imagem gerada por IA · Soccer Addicted

Na semana de 8 a 17 de setembro de 2026, a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana jogam as quartas de final nas mesmas noites. Nessa mesma semana, são quatro clubes brasileiros vivos em cada uma das duas competições, e um confronto entre brasileiros dentro da segunda delas, Santos contra Atlético-MG. Quem liga a televisão nessas terças, quartas e quintas vê dois troféus diferentes disputados na mesma faixa de horário, e chega à pergunta mais antiga do futebol de clubes sul-americano: o que exatamente separa uma competição da outra.

Esta casa já contou cada torneio sozinho. O guia da Libertadores explica que os terceiros colocados dos grupos "caem para o mata-mata da Sul-Americana", e o guia da Copa Sul-Americana explica que clubes eliminados na fase de grupos da Libertadores "não são simplesmente descartados". O que nenhum dos dois textos traz é um único valor em dólar. É isso que falta e é isso que está aqui: a premiação fase a fase das duas competições na mesma tabela, as vagas por país lado a lado, e o que cada um dos dois títulos abre. Convém dizer também que a comparação não é inédita. Pelo menos dez redações brasileiras já publicaram alguma versão dela, segundo o levantamento de títulos publicados feito para esta matéria em 7 de setembro de 2026, e o ABCD Jornal chegou a publicar, em 7 de abril de 2026, até a razão média entre as duas premiações. O interesse existe. O ineditismo, não.

O que cada uma é

A Copa Libertadores da América foi criada em 1960 e é descrita como o nível mais alto do futebol de clubes da América do Sul. A Copa Sul-Americana nasceu em 2002 e ocupa a posição de segunda competição mais prestigiada do continente. As duas são organizadas pela CONMEBOL, as duas terminam com uma final em jogo único, em sede neutra, em novembro de 2026, e as duas dão ao campeão uma vaga na Recopa Sul-Americana do ano seguinte.

A comparação com a Champions League e a Europa League é intuitiva e funciona como atalho, mas a arquitetura sul-americana tem uma particularidade que muda o desenho. As duas competições correm em paralelo dentro do mesmo calendário e trocam clubes no meio do caminho. Um time pode começar o ano na Libertadores e terminar a temporada disputando a Sul-Americana, sem ter mudado de país, de divisão nacional ou de qualquer outra coisa. Essa passagem tem regra escrita, tem número, e é o ponto em que as duas tabelas de premiação deixam de ser independentes.

Quem entra, e por conta de quê

A Libertadores de 2026 reúne 47 clubes de dez associações filiadas à CONMEBOL. A distribuição básica é de 7 vagas para o Brasil, 6 para a Argentina e 4 para cada um dos outros oito países. Essa conta, sozinha, dá 45. As duas vagas que faltam são as dos detentores: o campeão da Libertadores anterior e o campeão da Sul-Americana anterior entram por fora da cota do próprio país. É por isso que a soma fecha em 47 e não em 45.

Em 2026 esses dois detentores são o Flamengo, campeão da Libertadores de 2025, e o Lanús, campeão da Sul-Americana de 2025. Como os dois clubes são, respectivamente, brasileiro e argentino, na prática a edição de 2026 tem oito brasileiros e sete argentinos na Libertadores. A vaga de detentor não é fixa por país: ela vai para onde o título foi, e por isso a linha da tabela precisa ser lida como cota mais eventual detentor.

A cota da Sul-Americana fecha em 44 sem ajuste de detentor, e só com os 12 clubes que a Libertadores transfere pelas duas portas descritas adiante o torneio chega a 56 participantes. Brasil e Argentina têm 6 vagas cada, e cada um dos outros oito países tem 4. Não há vaga de detentor na Sul-Americana, porque o campeão dela sobe: no ano seguinte, ele joga a Libertadores.

PaísLibertadores 2026Sul-Americana 2026
Brasil7 mais 1 (detentor da Libertadores)6
Argentina6 mais 1 (detentor da Sul-Americana)6
Bolívia44
Chile44
Colômbia44
Equador44
Paraguai44
Peru44
Uruguai44
Venezuela44
Total4744

A fase de grupos da Libertadores tem 32 clubes divididos em oito grupos de quatro. Antes dela existem três fases prévias, que começam com 6 clubes, passam por 16 e afunilam para 8. Os 47 inscritos, portanto, não entram todos no mesmo ponto do torneio, e essa diferença de porta de entrada é o que produz o mecanismo do bloco seguinte.

As duas portas entre os torneios

São duas portas, não uma, e essa é a parte que costuma sair errada quando o assunto aparece resumido. A primeira porta: quatro clubes eliminados na terceira fase prévia da Libertadores entram direto na fase de grupos da Sul-Americana. A segunda porta: os oito terceiros colocados dos grupos da Libertadores entram no playoff de mata-mata da Sul-Americana, com o torneio já em andamento. Em 2026, as duas portas somadas transferiram 12 clubes de uma competição para a outra.

A distinção não é preciosismo. Quem cai na terceira prévia chega cedo e ainda disputa uma fase de grupos inteira, com a premiação de participação e os bônus por vitória que ela paga. Quem termina em terceiro no grupo da Libertadores chega tarde e cai direto num confronto eliminatório. São dois pontos de entrada, com contas diferentes, dentro do mesmo torneio.

É essa engrenagem que responde à pergunta que o torcedor faz em julho, quando abre a tabela e encontra na Sul-Americana um clube que ele viu na Libertadores em abril. Ele não trocou de competição por decisão de calendário nem por convite. Ele foi transferido por resultado, e a regra que o transferiu estava escrita antes de a bola rolar.

O dinheiro, fase por fase

A tabela abaixo põe as duas premiações de 2026 na mesma página, em dólares, fase por fase. É o único lugar em que as duas competições podem ser comparadas sem adjetivo: cada linha é um valor que a CONMEBOL paga por chegar até ali.

FaseLibertadores 2026Sul-Americana 2026
Fase de grupos (participação)US$ 1 milhãoUS$ 300 mil
Cada vitória na fase de gruposUS$ 340 milUS$ 125 mil
Playoff de mata-mata (prévia das oitavas)não existeUS$ 500 mil
Oitavas de finalUS$ 1,25 milhãoUS$ 600 mil
Quartas de finalUS$ 1,7 milhãoUS$ 700 mil
SemifinalUS$ 2,3 milhõesUS$ 800 mil
Vice-campeãoUS$ 7 milhõesUS$ 2,5 milhões
CampeãoUS$ 25 milhõesUS$ 10 milhões
Acumulado do campeãopode passar de US$ 40 milhões, ver nota abaixopode passar de US$ 20 milhões, ver nota abaixo

Nota sobre a tabela: os valores por fase foram conferidos em duas publicações independentes, e a que está na lista de fontes desta matéria é a Trivela, de 7 de abril de 2026. Os bônus de título, US$ 25 milhões e US$ 10 milhões, foram anunciados pelo presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, e reproduzidos pela ESPN Brasil em 20 de março de 2026, que registra ainda que o valor da Libertadores é US$ 1 milhão maior que o de 2025.

O contraste que salta da tabela precisa ser dito em duas frases, porque uma só o deforma. Primeira: o título da Sul-Americana, US$ 10 milhões, paga mais que o vice-campeonato da Libertadores, US$ 7 milhões. Segunda: pelos valores fase a fase desta tabela, a campanha inteira do vice da Libertadores vale mais que a campanha inteira do campeão da Sul-Americana, ressalva que importa porque, como se lê adiante, a CONMEBOL diz que o campeão da Sul-Americana pode passar de US$ 20 milhões em receita total, conta que inclui os bônus por vitória e o acesso à fase de grupos da Libertadores seguinte, parcelas que esta soma deixa de fora. Somando as linhas da coluna da esquerda, o vice acumula US$ 1 milhão pela fase de grupos, US$ 1,25 milhão pelas oitavas, US$ 1,7 milhão pelas quartas, US$ 2,3 milhões pela semifinal e US$ 7 milhões pela colocação final, o que dá US$ 13,25 milhões sem contar uma única vitória na fase de grupos. A soma equivalente na coluna da direita, com o campeão passando por todas as fases, dá US$ 12,9 milhões.

A linha do bônus por vitória mostra a mesma assimetria em escala menor e talvez de forma mais nítida. Uma única vitória na fase de grupos da Libertadores paga US$ 340 mil, mais do que os US$ 300 mil que um clube recebe por disputar a fase de grupos inteira da Sul-Americana. E o bônus de título da competição maior é 2,5 vezes o da menor.

Há ainda uma linha que existe de um lado só, e é ela que liga o dinheiro ao mecanismo descrito acima. O playoff de mata-mata, a prévia das oitavas, paga US$ 500 mil na Sul-Americana e não tem correspondente na coluna da Libertadores, porque a Libertadores não tem essa fase. É exatamente ali que entram os oito terceiros colocados dos grupos da Libertadores. Terminar em terceiro no grupo, portanto, não é sair do calendário continental de mãos vazias: é cair numa fase que, pela tabela da CONMEBOL, vale US$ 500 mil, com as oitavas da Sul-Americana e os seus US$ 600 mil logo adiante.

A ponta de baixo da tabela repete a hierarquia sem o alívio que a linha do campeão dá. O vice-campeão da Sul-Americana recebe US$ 2,5 milhões, contra os US$ 7 milhões do vice da Libertadores. A participação na fase de grupos é de US$ 300 mil contra US$ 1 milhão, as quartas pagam US$ 700 mil contra US$ 1,7 milhão, e a semifinal, US$ 800 mil contra US$ 2,3 milhões. A direção é sempre a mesma, inclusive na linha do título: a Libertadores paga mais em todas as fases equivalentes, e onde a Sul-Americana mais encosta é nas oitavas, US$ 600 mil contra US$ 1,25 milhão, pouco mais que o dobro.

O acumulado do campeão é o ponto em que a comparação encontra o seu limite, e ele precisa ser declarado. Os dois números oficiais saíram da CONMEBOL no mesmo dia, 19 de março de 2026, e nenhum dos dois é teto: o campeão da Libertadores poderá ultrapassar US$ 40 milhões em receita total, e o da Sul-Americana, US$ 20 milhões. Nas duas contas a entidade soma as fases, os incentivos por mérito esportivo e o acesso à fase de grupos da Libertadores do ano seguinte. Os números que circulam divergem porque contam coisas diferentes. Do lado da Libertadores, os US$ 40 milhões aparecem como teto em duas publicações, a Trivela e a ESPN Brasil, as duas na lista de fontes desta matéria. A Trivela fecha a Sul-Americana em US$ 12,9 milhões, que é exatamente a soma das linhas da própria tabela dela, sem os bônus por vitória e sem a vaga na Libertadores. A ESPN Brasil, em 20 de março de 2026, fala em agregado estimado de US$ 20 milhões, o mesmo número que a CONMEBOL anunciou na véspera. O que o anúncio da CONMEBOL não detalha é a conta que leva a esses totais, e por isso a linha final da tabela traz os dois números oficiais, que não devem ser lidos como a soma das linhas de cima.

O que cada título abre

Dinheiro é metade da diferença. A outra metade é o que o troféu dá acesso, e aí a distância é maior do que a das cifras.

O que o título abreLibertadores 2026Sul-Americana 2026
Recopa Sul-Americana de 2027simsim
Fase de grupos da Libertadores 2027simsim
Copa Intercontinental da FIFA de 2026simnão
Mundial de Clubes da FIFA de 2029simnão

As duas primeiras linhas são iguais, e é bom registrar isso antes de tratar das outras duas: o campeão da Sul-Americana também vai à Recopa e também entra direto na fase de grupos da Libertadores seguinte. Essa segunda vaga tem valor mensurável pela tabela de dinheiro deste texto: só por participar da fase de grupos da Libertadores, o clube recebe US$ 1 milhão, mais do que o triplo dos US$ 300 mil que a fase de grupos da Sul-Americana paga.

As duas últimas linhas são a diferença de natureza. O campeão da Libertadores de 2026 se classifica para a Copa Intercontinental da FIFA de 2026 e para o Mundial de Clubes da FIFA de 2029. O campeão da Sul-Americana não recebe nenhuma das duas. Um título abre a porta do calendário mundial, o outro abre a porta do calendário continental. É essa, e não a diferença de US$ 15 milhões nos bônus de título, a distância mais difícil de compensar.

Onde a hierarquia falha

A hierarquia descrita acima é institucional e financeira, não esportiva, e existe um resultado recente que impede o texto de virar propaganda dela. Na Recopa Sul-Americana de 2026, disputada em fevereiro, o Lanús, campeão da Sul-Americana de 2025, venceu o Flamengo, campeão da Libertadores de 2025. Foi 1 a 0 na ida, em 19 de fevereiro de 2026, e 3 a 2 na volta, em 26 de fevereiro, na prorrogação, com 4 a 2 no agregado. Foi o primeiro título de Recopa do clube argentino.

A Recopa é exatamente o confronto entre os campeões dos dois torneios da temporada anterior, ou seja, o único confronto do calendário em que a comparação sai da tabela e vai para o campo. Na edição de fevereiro de 2026, o campeão da competição chamada de segunda venceu o campeão da chamada de primeira, em dois jogos, em casa e fora. A premiação separa as duas competições. O resultado de 2026 mostra que ela não separa necessariamente os clubes.

Donos históricos diferentes

O recorte histórico inverte parte do mapa, e ele precisa vir com data, porque muda em novembro. Até a edição de 2025, Argentina e Brasil estão empatados na Libertadores com 25 títulos cada, e o maior campeão isolado é o Independiente, com 7. Na Sul-Americana, também até a edição de 2025, a Argentina lidera com 11 títulos, contra 5 do Brasil e 4 do Equador. No acumulado histórico, portanto, a segunda competição do continente tem dono argentino bem definido.

O período recente conta o oposto do lado da Libertadores. Das edições de 2019 a 2025, todas as sete foram de clubes brasileiros: Flamengo em 2019, Palmeiras em 2020 e 2021, Flamengo em 2022, Fluminense em 2023, Botafogo em 2024 e Flamengo em 2025. A edição de 2026 ainda não estava decidida quando este texto foi escrito, em 7 de setembro de 2026, e o resultado da final de 28 de novembro pode alterar tanto essa sequência quanto o empate de 25 a 25 no acumulado.

Juntando as duas leituras, a frase honesta não é que uma competição é maior que a outra, e sim que elas têm donos diferentes. A Libertadores virou, nas sete edições de 2019 a 2025, um torneio decidido no Brasil. A Sul-Americana, no acumulado de 2002 até a edição de 2025, é um torneio com mais títulos argentinos que de qualquer outro país. São dois campeonatos com geografias próprias, não um campeonato e o seu apêndice.

Calendário: o que ainda falta jogar em 2026

As quartas de final das duas competições foram marcadas para as mesmas noites. O quadro abaixo traz os jogos de ida, com data e horário de Brasília, e é informação de 27 de agosto de 2026, quando a CONMEBOL definiu as datas. Um cuidado de leitura: parte da imprensa nomeia esses confrontos pelo mando da volta, o que inverte a ordem dos nomes. Aqui, cada linha é o jogo de ida, com o mandante da ida.

Jogo de idaData e horaTorneio
Fluminense x Platense, no Maracanã8/9, 19hLibertadores
Santa Fe x Vasco, no El Campín8/9, 19hSul-Americana
Boca Juniors x São Paulo, na Bombonera8/9, 21h30Sul-Americana
Palmeiras x LDU, no NuBank Parque9/9, 19hLibertadores
Santos x Atlético-MG, na Vila Belmiro9/9, 19hSul-Americana
Estudiantes x Corinthians9/9, 21h30Libertadores
Independiente del Valle x Flamengo10/9, 21h30Libertadores
Cienciano x Montevideo City Torque10/9, 21h30Sul-Americana

Os jogos de volta estão marcados para os dias 15, 16 e 17 de setembro de 2026, com o mando invertido em cada confronto. Fluminense e Palmeiras, que recebem a ida em casa, decidem fora. Corinthians e Flamengo, que fazem a ida fora, decidem em casa. Na Sul-Americana, Santos e Atlético-MG resolvem entre si a única vaga de semifinal garantida a um clube brasileiro naquele chaveamento.

As duas finais são em jogo único, em sede neutra, com uma semana de intervalo. A da Sul-Americana está marcada para 21 de novembro de 2026, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia. A da Libertadores, para 28 de novembro de 2026, no Estádio Centenário, em Montevidéu. Depois dessas duas datas, boa parte dos números históricos deste texto muda sozinha, o que é a razão de cada um deles ter vindo com o ano em que foi apurado.

O que esta comparação não resolve

Duas coisas ficaram de fora por falta de lastro, e é melhor dizer quais do que preencher a lacuna com estimativa. A primeira é a composição do acumulado do campeão da Sul-Americana: a CONMEBOL anunciou em 19 de março de 2026 que ele pode passar de US$ 20 milhões, mas não detalha quanto disso vem dos bônus por vitória e quanto da vaga na Libertadores seguinte. A segunda é qualquer projeção de quanto cada clube brasileiro em campo nesta semana já embolsou até aqui, porque isso depende do número de vitórias na fase de grupos de cada um, dado que não está reunido em fonte única.

O que a tabela sustenta é mais estreito e mais firme. A Libertadores paga mais em todas as fases equivalentes. O título da Sul-Americana paga mais que o vice da Libertadores, e ainda assim, pelas linhas desta tabela, a campanha do vice da Libertadores vale mais que a do campeão da Sul-Americana. A Libertadores transferiu 12 clubes para a Sul-Americana em 2026, por duas portas distintas. E o título maior abre duas portas internacionais que o menor não abre, embora o menor abra a porta do maior no ano seguinte.

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Perguntas frequentes

Qual paga mais, a Libertadores ou a Sul-Americana?
A Libertadores, em todas as fases equivalentes de 2026. O campeão dela recebe US$ 25 milhões contra US$ 10 milhões do campeão da Sul-Americana, e até a participação na fase de grupos é maior: US$ 1 milhão contra US$ 300 mil. Uma única vitória na fase de grupos da Libertadores, US$ 340 mil, paga mais que a fase de grupos inteira da Sul-Americana.
Quem cai da Libertadores vai para a Sul-Americana?
Parte deles, sim, e por duas portas diferentes. Quatro clubes eliminados na terceira fase prévia da Libertadores entram direto na fase de grupos da Sul-Americana, e os oito terceiros colocados dos grupos entram no playoff de mata-mata. Em 2026, essas duas portas somaram 12 clubes transferidos.
O campeão da Sul-Americana joga a Libertadores no ano seguinte?
Sim, e entra direto na fase de grupos, sem passar por fases prévias. Além disso, ele disputa a Recopa Sul-Americana de 2027 contra o campeão da Libertadores de 2026. O que ele não ganha é a vaga na Copa Intercontinental da FIFA de 2026 nem a do Mundial de Clubes de 2029, que na América do Sul cabem ao campeão da Libertadores.
Quantos times brasileiros jogam a Libertadores 2026?
A cota do Brasil é de 7 vagas, mais a vaga do detentor do título, que em 2026 é do Flamengo, campeão de 2025. Na prática, são oito brasileiros. A Argentina tem 6 mais a vaga do campeão da Sul-Americana de 2025, o Lanús, o que dá sete argentinos, e os outros oito países têm 4 cada, fechando os 47 clubes.
O que é a Recopa Sul-Americana?
É o confronto entre os campeões das duas competições da temporada anterior, em dois jogos. Na edição de 2026, disputada em fevereiro, o Lanús, campeão da Sul-Americana de 2025, venceu o Flamengo, campeão da Libertadores de 2025, por 4 a 2 no agregado. Foi o primeiro título de Recopa do clube argentino.
Quando e onde são as finais de 2026?
A final da Sul-Americana está marcada para 21 de novembro de 2026, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla. A da Libertadores, para 28 de novembro de 2026, no Estádio Centenário, em Montevidéu. As duas são em jogo único e em sede neutra.