Ranking da FIFA: como os pontos são calculados e o que cada jogo vale
Na edição de 20 de julho de 2026, 0,93 ponto separava o Brasil do Marrocos. Pela fórmula oficial, com os pontos daquela edição, um empate com a Austrália custaria 2,0.


Na edição de 20 de julho de 2026, a mais recente publicada quando este texto foi conferido, em 10 de setembro de 2026, o Brasil aparecia em quinto lugar no ranking masculino da FIFA com 1.804,92 pontos. O Marrocos, logo atrás, tinha 1.803,99. Entre o quinto e o sexto colocado do mundo havia, portanto, 0,93 ponto.
Guarde esse número, porque ele torna concreto tudo o que vem a seguir. Entre 25 de setembro e 3 de outubro de 2026, o Brasil tinha três amistosos marcados dentro da janela do calendário internacional. Aplicando a fórmula que a FIFA publica no seu documento de método aos pontos da edição de 20 de julho de 2026, um empate contra a Austrália custaria 2,0 pontos à seleção brasileira. Um único empate em Townsville ou em Brisbane já subtrairia mais do que a distância inteira para o Marrocos.
Esse é o tipo de conclusão que o ranking da FIFA permite tirar e que quase nunca aparece explicada. A tabela é publicada, o mundo comenta a posição, e o mecanismo que produz a posição fica de fora. Este guia abre o mecanismo: a fórmula, o peso de cada tipo de partida, o cálculo do resultado esperado e as duas regras que explicam boa parte das anomalias que o leitor encontra na tabela sem entender de onde vieram.
Antes de começar, uma desambiguação necessária. Esta casa já publicou o guia do coeficiente da UEFA, que mede clubes e associações, acumula pontuação ao longo das temporadas e serve para distribuir vagas nas competições europeias. O ranking da FIFA é outra coisa: mede seleções nacionais, funciona por um sistema de Elo que soma e subtrai pontos jogo a jogo, e não distribui vaga nenhuma. São dois sistemas, duas contas e dois usos diferentes. Confundir os dois é o erro mais comum de quem chega ao assunto pela primeira vez.
O que o ranking mede, e o que ele não mede
O ranking masculino da FIFA não é uma tabela de títulos, não é uma média de temporada e não é uma opinião de comitê. É um saldo corrido. Cada seleção carrega um total de pontos, e esse total só se mexe quando ela entra em campo. Uma seleção que passa seis meses sem jogar termina os seis meses com exatamente os mesmos pontos com que começou, ainda que possa mudar de posição porque as outras jogaram.
O modelo adotado em 2018, que a FIFA chama de SUM, substituiu um sistema que calculava média anual de pontos. A diferença é maior do que parece. No modelo antigo, o valor de um resultado se diluía com o tempo, a posição oscilava dia a dia sem que ninguém tivesse jogado, e havia um caminho conhecido para melhorar de posição sem melhorar de futebol: evitar amistosos. A FIFA lista essas três coisas entre os problemas que a revisão resolveu, e cita explicitamente a capacidade de influenciar a posição no ranking evitando amistosos.
Um quarto elemento também desapareceu na revisão: o peso extra por confederação, que fazia com que a mesma vitória valesse quantidades diferentes conforme o continente e dificultava a subida de quem não era da Europa ou da América do Sul. No modelo adotado em 2018, o continente da partida não entra na conta em momento algum.
Vale registrar a natureza do documento em que essas regras estão. O texto oficial que traz a fórmula não é recente: ele foi escrito para descrever a revisão que passou a valer em 2018, e em 10 de setembro de 2026 continuava sendo o material a que a FIFA remetia quem quisesse conhecer o procedimento. A página de método da entidade apontava para ele e não reproduzia o conteúdo, o que explica por que quase toda cobertura sobre o ranking citava a tabela de coeficientes de segunda mão.
A conta, linha por linha
A fórmula publicada pela FIFA é esta: P = Pbefore + I x (W - We). Traduzindo cada letra para português comum, P é a pontuação depois da partida, e Pbefore é a pontuação que a seleção levava para o jogo. I é o coeficiente de importância, um número fixo que depende apenas do tipo de partida, e vai de 5 a 60. W é o resultado obtido, valendo 1 para vitória, 0,5 para empate e 0 para derrota. We é o resultado esperado, um número entre 0 e 1 calculado antes do apito a partir da diferença de pontos entre as duas seleções.
O coração da fórmula é a subtração W menos We. Ela não mede se a seleção ganhou: mede o quanto ela superou ou ficou abaixo do que se esperava dela naquele confronto específico. Se uma seleção era muito favorita e ganhou, superou pouco, e o ganho é pequeno. Se era azarona e ganhou, superou muito, e o ganho é grande. O coeficiente I entra depois, como multiplicador: ele decide o tamanho do efeito, não o sinal dele.
A própria FIFA publica um exemplo resolvido no documento, e vale acompanhar o cálculo. Um time com 1.300 pontos enfrenta um time com 1.500 pontos em uma partida de eliminatória, que vale I igual a 25. O time de 1.300 vence. Pela fórmula, ele ganha 17 pontos e passa a ter 1.317. O adversário perde exatamente os mesmos 17 e cai para 1.483.
Duas propriedades importantes ficam visíveis nesse exemplo. A primeira é que, nas partidas em que valem só as regras gerais, a conta é de soma zero: o que um time ganha, o outro perde, na mesma quantidade, e as duas exceções, a disputa de pênaltis e o mata-mata de torneio final, aparecem mais adiante neste guia. A segunda é que a quantidade transferida depende de quem eram os dois times antes do jogo. Não existe uma tabela de prêmios por vitória; existe uma conta feita caso a caso.
Tabela: o que cada jogo vale
O coeficiente de importância é a parte mais fácil de consultar e a mais mal citada. O documento oficial traz nove linhas, mas apenas oito valores distintos, porque o coeficiente 25 aparece duas vezes, cobrindo duas situações diferentes. A tabela abaixo reproduz as nove linhas na ordem da FIFA e acrescenta uma coluna de leitura nossa: quanto uma seleção ganharia em cada tipo de partida ao vencer um adversário com exatamente a mesma pontuação. Nesse caso o resultado esperado é 0,5 para os dois lados, e o ganho vira metade do coeficiente.
| Coeficiente I | Tipo de partida | Vitória sobre adversário de mesma pontuação |
|---|---|---|
| 5 | Amistoso fora das janelas do calendário internacional | +2,5 |
| 10 | Amistoso dentro da janela do calendário internacional | +5,0 |
| 15 | Fase de grupos da Liga das Nações | +7,5 |
| 25 | Playoff e final da Liga das Nações | +12,5 |
| 25 | Eliminatórias de torneios continentais e da Copa do Mundo | +12,5 |
| 35 | Torneio continental até antes das quartas de final | +17,5 |
| 40 | Torneio continental das quartas de final em diante | +20,0 |
| 50 | Copa do Mundo até antes das quartas de final | +25,0 |
| 60 | Copa do Mundo das quartas de final em diante | +30,0 |
A coluna da direita é cálculo desta redação, aplicando a fórmula publicada. Ela serve para dimensionar a escala: um amistoso dentro da janela, contra um igual, move cinco pontos, enquanto uma partida de quartas de final de Copa do Mundo, contra um igual, move trinta. É uma diferença de seis vezes entre os dois extremos úteis da tabela, e de doze vezes se contarmos o amistoso fora de janela.
Duas observações sobre a linha da Copa do Mundo. O documento diz textualmente que o coeficiente 50 vale até antes da fase de quartas de final. Isso inclui a fase de 32 seleções, estreada no Mundial de 2026 com a ampliação para 48 participantes: como ela vem antes das quartas, entra no mesmo patamar de 50. Registre-se, porém, que a tabela publicada foi escrita quando a Copa tinha 32 seleções, e, até 10 de setembro de 2026, a FIFA não tinha publicado emenda ao documento para o formato de 48. A leitura acima decorre do texto como ele estava escrito nessa data, e não de uma atualização da entidade.
O resultado esperado: por que ganhar do 138o não vale quase nada
O resultado esperado é calculado assim: We = 1 / (10^(-dr/600) + 1), em que dr é a diferença de pontos entre as duas seleções antes do jogo, isto é, os pontos do time A menos os pontos do time B. Quem não gosta de expoente pode ignorar a expressão e ficar com o comportamento dela, que é simples de descrever.
Quando as duas seleções têm a mesma pontuação, dr é zero e We dá exatamente 0,5: espera-se meio ponto de cada lado, ou seja, um empate. Conforme a diferença cresce, We do favorito sobe em direção a 1 e o do azarão desce em direção a 0, mas nunca chegam lá. A constante 600 é o que regula a velocidade dessa subida: ela define quanta diferença de pontos já basta para que a vitória do favorito seja tratada como obrigação.
Na prática, a constante 600 significa que uma diferença de cerca de 220 pontos coloca o favorito perto de 0,70 de resultado esperado, e uma diferença de 720 pontos o leva para perto de 0,94. Nesse segundo caso, vencer confirma quase tudo o que já se esperava, e o saldo que sobra é a fração restante. É daí que vem a assimetria que todo torcedor sente e raramente vê demonstrada: contra um adversário muito mais fraco, a vitória rende quase nada e a derrota custa quase o coeficiente inteiro.
O que estava em jogo para o Brasil na janela de setembro de 2026
É exatamente essa assimetria que o calendário brasileiro colocava à mesa entre setembro e outubro de 2026. O Brasil de Ancelotti tinha jogos marcados contra a Austrália em 25 de setembro de 2026, em Townsville, e em 29 de setembro, em Brisbane, e depois contra a Índia em 3 de outubro, em Calcutá. Os três eram amistosos dentro da janela do calendário internacional, portanto valiam I igual a 10, o segundo peso mais baixo de toda a tabela de coeficientes.
Na edição de 20 de julho de 2026, o Brasil tinha 1.804,92 pontos, a Austrália, 28a colocada, tinha 1.581,51, e a Índia, 138a colocada, tinha 1.084,93. Com esses valores, o resultado esperado do Brasil é 0,7021 contra a Austrália e 0,9406 contra a Índia. A tabela abaixo aplica a fórmula a cada um dos três jogos.
| Jogo | Data | We do Brasil | Vitória | Empate | Derrota |
|---|---|---|---|---|---|
| Austrália, em Townsville | 25/09/2026 | 0,7021 | +3,0 | -2,0 | -7,0 |
| Austrália, em Brisbane | 29/09/2026 | 0,7021 | +3,0 | -2,0 | -7,0 |
| Índia, em Calcutá | 03/10/2026 | 0,9406 | +0,6 | -4,4 | -9,4 |
| Saldo dos três jogos | +6,6 | -8,4 | -23,4 |
Leia a última linha devagar. Vencendo os três amistosos, o Brasil sairia da janela com 6,6 pontos a mais. Perdendo os três, sairia com 23,4 a menos. O intervalo entre o melhor e o pior desfecho é de 30 pontos, e ele não foi definido pelo futebol jogado na janela: foi definido no dia em que os adversários foram escolhidos. Contra a Índia, especificamente, a vitória renderia 0,6 ponto e a derrota custaria 9,4, uma relação de mais de quinze para um.
E aqui o número do começo volta. A vantagem do Brasil sobre o Marrocos na edição de 20 de julho de 2026 era de 0,93 ponto. Um empate contra a Austrália valeria menos 2,0. Uma derrota, menos 7,0. Qualquer resultado que não fosse vitória em Townsville ou em Brisbane apagaria, sozinho, a distância inteira para o sexto colocado, e o que acontecesse depois dependeria dos outros jogos do Brasil e dos jogos do Marrocos no mesmo período: um empate contra a Austrália somado a duas vitórias, por exemplo, ainda fecharia a janela com saldo positivo de cerca de 1,6 ponto. Vencer os três, por outro lado, deixaria o Brasil 6,6 pontos mais forte, mas ainda a cerca de 111 pontos da Inglaterra, quarta colocada com 1.923 pontos arredondados na mesma edição.
Sobre o método desta tabela, três esclarecimentos que o leitor tem o direito de receber. Primeiro: a conta é desta redação, aplicando a fórmula do documento oficial da FIFA aos pontos da edição de 20 de julho de 2026, e não é uma projeção publicada pela entidade. Segundo: os valores usados aqui são os que as páginas de seleção do site da FIFA exibiam em 10 de setembro de 2026, com duas casas decimais e a marca da última atualização oficial, de 20 de julho de 2026, e conferem com os que um rastreador independente, de atualização diária, ainda exibia na mesma data. Terceiro: a soma dos três jogos trata todas as partidas com o retrato de 20 de julho de 2026, enquanto na conta da FIFA a pontuação se atualiza a cada partida disputada, o que desloca o total final em cerca de 0,1 ponto.
As duas regras que quase ninguém conhece
A primeira regra trata da disputa de pênaltis. No ranking da FIFA, ganhar nos pênaltis não é vitória inteira. Quem vence a disputa marca W igual a 0,75, e quem perde marca W igual a 0,5, o mesmo valor de um empate. Os dois números entram na mesma fórmula, contra o mesmo resultado esperado. A regra só vale quando a partida foi de fato decidida na marca do pênalti: jogo que termina com vencedor no tempo normal ou na prorrogação conta como vitória e derrota normais.
A consequência prática é que o time derrotado nos pênaltis não é punido como perdedor. Ele sai da partida tratado como se tivesse empatado, o que é uma leitura defensável do que aconteceu em campo. E o vencedor não leva o ganho de uma vitória inteira: entra na fórmula com 0,75 no lugar de 1, de modo que o saldo fica menor do que o de uma vitória construída dentro dos noventa ou dos cento e vinte minutos, e o tamanho dessa diferença depende do resultado esperado de cada lado.
A segunda regra é ainda menos conhecida e tem efeito maior. Em mata-mata de torneio final, derrota não custa ponto nenhum. O documento é literal: se a subtração W menos We der negativa nessa fase, então a pontuação depois da partida é igual à pontuação antes. O total simplesmente não se mexe. A FIFA explica que a condição existe para proteger a pontuação de quem avançou até o mata-mata, e ela vale inclusive para quem vence nos pênaltis contra um adversário mais fraco, situação em que os 0,75 podem ficar abaixo do resultado esperado.
Essa regra explica boa parte das anomalias que o leitor encontra na tabela sem entender. Uma seleção que chega longe em uma Copa do Mundo acumula ganhos nas fases anteriores, e depois enfrenta apenas partidas em que o pior caso é ficar como está. É um sistema de trava: passada a fase de grupos de um torneio final, o saldo daquele time só pode subir ou ficar parado.
Por que a janela de setembro de 2026 mexia mais que as outras
A janela internacional marcada de 21 de setembro a 6 de outubro de 2026 tinha 16 dias e permitia até quatro jogos por seleção. Ela resultou da fusão das antigas janelas separadas de setembro e de outubro, que tinham nove dias e até duas partidas cada. O total de jogos, portanto, não aumentou: o que mudou foi que todos caíam de uma vez, e todos entravam de uma vez só no cálculo do ranking.
Isso importa por uma razão aritmética. Como o modelo soma e subtrai jogo a jogo, uma seleção que jogar as quatro partidas permitidas entra na mesma foto com quatro contas somadas, e não com uma, e o mesmo vale para todas as outras seleções em campo ao mesmo tempo. A foto seguinte não registra um resultado: registra o acumulado de todos eles.
A data dessa foto estava marcada. Em 10 de setembro de 2026, a FIFA informava que a edição seguinte do ranking masculino seria publicada em 7 de outubro de 2026, um dia depois do fechamento da janela, e as páginas de seleção do site traziam a contagem de dias até lá.
O que a edição de 20 de julho de 2026 já tinha mudado
A edição de 20 de julho de 2026 foi a primeira depois da Copa do Mundo, e considerou 105 partidas no seu período de cálculo. A Espanha voltou ao primeiro lugar depois de vencer a final do Mundial, e a Argentina caiu para segundo. O topo ficou assim, com os pontos arredondados da tabela daquela edição.
| Posição | Seleção | Pontos em 20/07/2026 |
|---|---|---|
| 1 | Espanha | 1.996 |
| 2 | Argentina | 1.970 |
| 3 | França | 1.949 |
| 4 | Inglaterra | 1.923 |
| 5 | Brasil | 1.805 |
| 6 | Marrocos | 1.804 |
| 7 | Portugal | 1.788 |
| 8 | Bélgica | 1.778 |
| 9 | Holanda | 1.776 |
| 10 | México | 1.754 |
| 28 | Austrália | 1.582 |
Pelos valores arredondados dessa tabela, a Argentina terminou a 26 pontos da Espanha. É pouco para uma diferença entre campeão e vice de Copa, e a razão está no mecanismo: como o resultado esperado entre dois times de pontuação parecida fica perto de 0,5, a final vencida rende ao campeão perto da metade do coeficiente 60, e o vice, por ter perdido em mata-mata de torneio final, não perde ponto nenhum. O que separa quem sobe muito de quem sobe pouco em uma Copa não é o título isolado, é a sequência inteira de partidas de coeficiente 50 e 60.
Os dois movimentos mais expressivos da edição confirmam isso. O Marrocos chegou ao sexto lugar na edição de 20 de julho de 2026, o melhor da sua história até aquela publicação, e a Noruega deu o maior salto da mesma edição, 12 posições, até o 19o lugar, depois de chegar às quartas de final da Copa. Nos dois casos, o que produziu o movimento foi a soma de partidas de mata-mata de Mundial, o patamar mais alto da tabela de coeficientes, e não um resultado avulso. O Brasil subiu para o quinto lugar na mesma edição.
Todos esses números são o retrato de 20 de julho de 2026. O retrato seguinte estava marcado para 7 de outubro de 2026, com o que a janela de setembro tivesse produzido.
Ranking da FIFA e coeficiente da UEFA não são a mesma coisa
Fecha-se com a confusão mais frequente. O ranking da FIFA mede seleções nacionais, funciona por Elo e atualiza a cada partida disputada. O coeficiente da UEFA mede clubes e associações nacionais, acumula desempenho ao longo de temporadas e serve para definir quantas vagas cada país recebe nas competições europeias. Um é pontuação de seleção; o outro é distribuição de vagas de clube. As duas contas não conversam entre si e não usam os mesmos ingredientes.
Registre-se ainda que tudo o que está descrito acima se refere ao ranking masculino: o documento de método usado neste guia trata dele, e os números daqui não valem para o ranking feminino.
Quem quiser acompanhar o assunto tem uma data e um teste. A data é 7 de outubro de 2026, marcada para a edição seguinte à janela. O teste é o 0,93 ponto entre Brasil e Marrocos: com a fórmula desta página, os resultados dos três amistosos do Brasil e os dos jogos do Marrocos na mesma janela, dá para estimar qual dos dois deveria aparecer à frente nessa edição e conferir a estimativa na tabela da FIFA.
Revisão de 10 de setembro de 2026: as frases sobre os amistosos de setembro e outubro e sobre a edição seguinte do ranking passaram para o passado ou para a forma de calendário, para que o texto não envelheça, e a data de referência passou a ser a da última conferência, 10 de setembro de 2026.
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Perguntas frequentes
- Quantos pontos o Brasil tem no ranking da FIFA?
- Na edição de 20 de julho de 2026, a mais recente quando este texto foi conferido, em 10 de setembro de 2026, o Brasil aparecia em quinto lugar com 1.804,92 pontos. Esse é o valor que a página da seleção brasileira no site da FIFA exibia em 10 de setembro de 2026, sob a marca da última atualização oficial, de 20 de julho de 2026. A atualização seguinte estava marcada para 7 de outubro de 2026.
- Quando sai o próximo ranking da FIFA?
- A FIFA informou que a edição do ranking masculino seguinte à janela de setembro de 2026 seria publicada em 7 de outubro de 2026. A data caía um dia depois do fechamento da janela internacional marcada de 21 de setembro a 6 de outubro de 2026, de modo que todos os jogos dessa janela entrariam nessa mesma atualização.
- Amistoso conta no ranking da FIFA?
- Conta, e com dois pesos diferentes. Amistoso disputado dentro das janelas do calendário internacional vale coeficiente 10, e amistoso fora das janelas vale 5, o menor valor de toda a tabela. Como o modelo adotado em 2018 soma e subtrai por jogo, uma seleção não consegue mais proteger a posição deixando de marcar amistosos, o que a FIFA cita como um dos problemas que a revisão resolveu.
- Perder para um time fraco tira quantos pontos no ranking da FIFA?
- Depende da diferença de pontos e do tipo de partida, e a assimetria é grande. Aplicando a fórmula publicada aos pontos da edição de 20 de julho de 2026, uma derrota do Brasil para a Índia em amistoso dentro da janela custaria 9,4 pontos, enquanto a vitória renderia 0,6. A relação entre o que se perde e o que se ganha, nesse caso, passa de quinze para um.
- Pênalti conta como vitória no ranking da FIFA?
- Não conta como vitória inteira. Quando a partida é decidida na disputa de pênaltis, quem vence entra na fórmula com resultado 0,75 e quem perde entra com 0,5, o mesmo valor de um empate. Como o ganho é o coeficiente multiplicado pela diferença entre resultado obtido e resultado esperado, o saldo de quem vence nos pênaltis fica menor que o de uma vitória no tempo normal ou na prorrogação.
- Perder na Copa do Mundo tira pontos no ranking da FIFA?
- No mata-mata de torneio final, não. O documento oficial estabelece que, se a subtração entre resultado obtido e resultado esperado der negativa nessa fase, a pontuação depois da partida é igual à pontuação antes. A FIFA explica que a condição existe para proteger quem avançou até o mata-mata, e ela vale inclusive para quem vence nos pênaltis contra um adversário mais fraco.





