Disputa de pênaltis: como funciona a regra, passo a passo
Como funciona a disputa de pênaltis: ordem das cobranças, quem pode bater, morte súbita, regras do goleiro e quando o chute é repetido.

14 de agosto de 2026 às 18:26 · há 49h · 3 min de leitura
Produzido pela nossa redação de IA e revisado por um editor antes de publicar. Política editorial

A disputa de pênaltis, nas Regras do Jogo, cobranças a partir da marca penal, é o procedimento que decide um confronto eliminatório que terminou empatado no tempo normal e, quando previsto, na prorrogação. Ela não faz parte da partida: o jogo é registrado oficialmente como empate e os gols convertidos na disputa não entram na conta de artilheiros nem no placar do jogo. Serve apenas para definir quem avança. E, ao contrário do que parece na arquibancada, cada detalhe está escrito com precisão quase burocrática.
Antes da primeira cobrança, o árbitro sorteia o gol onde todos os pênaltis serão batidos; um segundo sorteio define quem começa, e o vencedor escolhe se bate primeiro ou segundo. Só podem cobrar os jogadores que estavam em campo no apito final, incluindo quem estava temporariamente fora com autorização do árbitro. Reservas que não entraram estão fora. Se uma equipe terminou com menos jogadores, por expulsão ou lesão sem substituição disponível, a outra precisa igualar o número antes do início.
São cinco cobranças para cada lado, alternadas, sempre com jogadores diferentes. A série termina no instante em que um time se torna inalcançável: se abre três de vantagem em três rodadas, as cobranças restantes simplesmente não acontecem. Persistindo o empate após as cinco, entra-se na morte súbita, rodada a rodada, até que um converta e o outro perca na mesma rodada. Todos os jogadores habilitados, goleiros inclusive, precisam bater uma vez antes que alguém possa repetir a cobrança.
Cada chute tem seu ritual. A bola parada na marca, o cobrador identificado ao árbitro, e todos os demais dentro do círculo central. O goleiro defensor deve manter ao menos parte de um pé sobre, acima ou atrás da linha do gol no momento do contato, e não pode se apoiar em traves, travessão ou rede. O cobrador pode fintar na corrida, nunca depois de concluí-la. Não existe rebote: a jogada acaba quando a bola para, sai ou o árbitro interrompe.
As repetições são o ponto que mais confunde. Se o goleiro comete infração e a cobrança é perdida, repete-se; se o cobrador ou um companheiro invade a área e a bola entra, repete-se; se um defensor invade e o chute é perdido, também se repete. O formato entrou nas Regras no início dos anos 1970 para substituir os jogos-desempate e o constrangimento do sorteio. A final da Copa do Mundo de 1994 foi a primeira decidida assim, com Taffarel gigante e a cobrança perdida por Roberto Baggio, cena que o futebol brasileiro nunca esqueceu.
Dois mitos merecem correção. O primeiro: pênalti não é loteria pura. O goleiro pode se deslocar sobre a linha, cobradores são estudados em vídeo, e o cavadinha consagrado na final do Europeu de 1976 provou que frieza vence força. O segundo: goleiro lesionado durante a série só pode ser substituído se a equipe ainda tiver substituição disponível; caso contrário, um jogador de linha veste as luvas. No Brasil, onde Copa do Brasil e mata-matas continentais vivem de decisões nos pênaltis, dominar essas minúcias vale um título. Uma experiência com a ordem alternada em duplas foi testada e abandonada.
O formato atual, portanto, é o clássico: alternado, cinco a cinco, morte súbita depois. É simples de assistir e cruel de disputar, e essa tensão é exatamente o motivo de ele ter sobrevivido a todas as tentativas de reforma.
Perguntas frequentes
- gol na disputa de pênaltis conta para artilheiro
- Não. A disputa de pênaltis não faz parte da partida, então o jogo é registrado oficialmente como empate e os gols convertidos na série não entram na conta de artilheiros nem no placar do jogo. A única função da disputa é definir quem avança.
- quantos jogadores batem pênalti na disputa
- São cinco cobranças para cada lado, alternadas, sempre com jogadores diferentes. A série termina antes mesmo de completar as cinco se um time se tornar matematicamente inalcançável, como ao abrir três de vantagem em três rodadas.
- goleiro pode se mexer na linha durante a disputa de pênaltis
- Sim, o goleiro pode se deslocar sobre a linha do gol, mas precisa manter ao menos parte de um pé sobre, acima ou atrás da linha no momento do contato com a bola. Ele não pode se apoiar em traves, travessão ou rede.



