Champions League feminina: como funciona o formato de 18 clubes
A fase de liga da Champions League feminina 2026/27 começou em 22 de setembro de 2026. O guia explica o formato de 18 clubes: acesso, potes, seis jogos, os dez critérios de desempate, playoff, chave fixa, a final de Varsóvia, a premiação e as 25 finais.


Em 22 de setembro de 2026, a Champions League feminina abriu a fase de liga da edição 2026/27 com cinco jogos, e os outros quatro da primeira rodada ficaram para o dia seguinte. É a segunda temporada de um formato que a UEFA estreou em 2025/26 e que pouca gente explica direito: 18 clubes numa tabela única, seis jogos para cada um contra seis rivais diferentes, um playoff que mantém vivo até o 12º colocado e uma chave de mata-mata que já nasce desenhada. A final dessa edição foi marcada para o Estádio Nacional de Varsóvia, na janela de 28 a 30 de maio de 2027: é a primeira decisão de uma competição feminina de clubes da UEFA marcada para a Polônia.
Este guia percorre o regulamento de 2026/27 fase a fase e explica o porquê de cada regra: como 74 clubes viraram 18, como o sorteio monta o calendário de cada um, a ordem dos dez critérios de desempate, o playoff do 5º ao 12º, a chave fixa e quanto dinheiro cada etapa paga. Depois vêm a primeira fase de liga, a de 2025/26, as 25 finais da história e as sete brasileiras inscritas em 2026/27. Adianto a minha opinião: é o formato mais bem pensado que a competição já teve, porque dá peso a quase todo jogo até dezembro. O preço, que o sistema de potes deixa à vista, é o abismo entre o pote 1 e o pote 3.
Como funciona a Champions League feminina, fase a fase
| Fase | Clubes | Como se joga | Datas |
|---|---|---|---|
| 1ª fase preliminar (só campeões nacionais) | 19 | minitorneios na casa de um dos participantes, em jogo único | 22 e 25/07/2026 |
| 2ª fase preliminar (campeões e não campeões) | 44 | 11 minitorneios de 4 clubes, em jogo único | 05 e 08/08/2026 |
| 3ª fase preliminar | 18 | 9 confrontos de ida e volta | 26/08 e 01-02/09/2026 |
| Fase de liga | 18 | 6 jogos contra 6 rivais, 2 de cada pote, 3 em casa e 3 fora; tabela única | 22/09 a 16/12/2026 |
| Playoff | 8 | ida e volta: 5º/6º x 11º/12º e 7º/8º x 9º/10º | 03-04/02 e 10-11/02/2027 |
| Quartas de final | 8 | ida e volta: 1º a 4º contra os vencedores do playoff | 23-24/03 e 31/03-01/04/2027 |
| Semifinais | 4 | ida e volta, em chave fixa | 01-02/05 e 08-09/05/2027 |
| Final | 2 | jogo único em campo neutro | 28, 29 ou 30/05/2027, em Varsóvia |
Na edição 2026/27, 74 clubes entraram na competição, e só nove pularam as preliminares. A regra de acesso direto de 2026/27, descrita pela UEFA no guia de datas da temporada, dá lugar direto à campeã da edição anterior, aos campeões nacionais das seis associações mais bem colocadas no ranking e aos vice-campeões das duas primeiras. Pela lista oficial, os nove foram o Barcelona, dono do título, Manchester City e Arsenal, OL Lyonnes e Paris FC, Bayern München, Roma, Benfica e Häcken. Os outros 65 entraram pelas fases preliminares, por dois caminhos: o dos campeões, para quem ganhou a liga nacional, e o da liga, para os demais.
As duas primeiras fases preliminares são minitorneios: os clubes se reúnem na casa de um deles, jogam a semifinal e, três dias depois, a final e a disputa de terceiro lugar, sempre em jogo único. A primeira fase é exclusiva de campeões nacionais e, pela conta dos pagamentos previstos na circular 50/2026 da UEFA, reuniu 19 clubes, cinco deles anfitriões; a segunda juntou 44, em 11 sedes. A terceira muda de natureza e vira mata-mata de ida e volta entre 18 clubes. Na minha leitura, o minitorneio é uma solução de custo antes de ser uma solução esportiva: uma viagem por fase pesa menos no caixa de campeões de ligas pequenas, e a UEFA, de quebra, paga mais a quem viaja (75.000 euros por visitante na primeira fase) do que a quem recebe (40.000).
A terceira fase de 2026/27 mostrou que o caminho até a fase de liga não é formalidade. A Inter eliminou o Wolfsburg, campeão europeu em 2012/13 e 2013/14 e presente nas quartas de final de 2025/26: venceu a volta por 3 a 1 na prorrogação, igualou o agregado em 3 a 3 e passou nos pênaltis, por 5 a 4. O PSG despachou o Eintracht Frankfurt com quatro gols na prorrogação da volta, 5 a 1 no jogo e 6 a 2 no agregado. O Austria Wien perdeu a ida para o Brann por 2 a 1, virou com 4 a 0 em casa, três gols de Modesta Uka, e fez companhia à Inter como estreante na fase principal. O Real Madrid manteve uma marca só dele, segundo a UEFA: passou pelas preliminares em todas as seis temporadas de 2021/22 a 2026/27.
O sorteio e os potes: dois rivais de cada pote
O sorteio da fase de liga de 2026/27 foi feito em 4 de setembro de 2026, ao meio-dia no horário da Europa Central, e o artigo 16 do regulamento explica a lógica. Os 18 clubes são divididos em três potes de seis pelo coeficiente de clubes do início da temporada, com a campeã como cabeça de chave do pote 1. Cada clube recebe dois adversários de cada pote, um em casa e outro fora. Em princípio, clubes da mesma associação não se enfrentam, e ninguém pega mais de dois rivais de um mesmo país; o sorteio pode ser digital, e a UEFA pode adaptar as condições para evitar um impasse. Em 2026/27, o pote 1 teve Barcelona, OL Lyonnes, Chelsea, Bayern München, Arsenal e PSG; o pote 2, Real Madrid, Juventus, Häcken, Roma, Benfica e Paris FC; o pote 3, Manchester City, OH Leuven, HB Køge, Austria Wien, Inter e Servette.
O calendário do Barcelona mostra a regra funcionando. Do pote 1, o sorteio deu à campeã o Arsenal em casa e o Bayern München fora; do pote 2, o Paris FC em casa e a Roma fora; do pote 3, o Servette em casa e o HB Køge fora. O artigo 17 acrescenta duas travas: em princípio, ninguém joga mais de duas partidas seguidas em casa ou fora, e todo clube tem um jogo em casa e outro fora tanto nas duas primeiras rodadas quanto nas duas últimas. A tabela do Barcelona respeita as duas: estreia em casa contra o Paris FC, em 23 de setembro, segunda rodada na casa da Roma e, no fim, o Servette em casa, em 19 de novembro, e o Bayern fora, em 16 de dezembro de 2026.
A consequência que mais importa para quem joga é que ninguém enfrenta o mesmo calendário. Cada clube pega seis dos outros 17, pouco mais de um terço da competição, exatamente dois de cada pote. Para um clube do pote 3, isso significa dois encontros com a elite europeia; para um do pote 1, dois jogos contra clubes que chegaram, em boa parte, pela porta das preliminares. O sorteio por potes existe para equilibrar essa loteria, e é por isso que o regulamento guarda, entre os critérios de desempate, três que medem a força dos adversários enfrentados. Na minha leitura, é a ideia mais inteligente do texto da UEFA: se os calendários são diferentes, a tabela precisa de um jeito de pesar quem enfrentou quem.
Seis jogos e tabela única: quem vai às quartas e quem vai ao playoff
Pelo artigo 17, os 18 clubes formam uma classificação única, com três pontos por vitória, um por empate e nenhum por derrota. Ao fim dos seis jogos, do 1º ao 4º vão direto às quartas de final, do 5º ao 12º disputam o playoff e do 13º ao 18º estão eliminados; ao contrário de quem cai na terceira fase preliminar, eles não seguem para a Women's Europa Cup. A conta de partidas da fase de liga é 18 vezes seis, dividido por dois: 54. Em 2026/27, elas foram distribuídas em seis janelas: 22 e 23 de setembro, 30 de setembro e 1º de outubro, 28 e 29 de outubro, 10 e 11 de novembro, 18 e 19 de novembro e, por fim, 16 de dezembro.
A comparação com a Champions League masculina ajuda a ler o desenho. No formato que a competição dos homens estreou em 2024/25, 36 clubes fazem oito jogos cada, os oito primeiros vão direto às oitavas de final e do 9º ao 24º disputam o playoff. A feminina é a mesma arquitetura reduzida à metade, com 18 clubes, quatro diretos, oito no playoff e seis eliminados, e uma diferença que muda tudo: não há oitavas. Quem passa pelo playoff cai direto nas quartas, contra uma das quatro primeiras. Nas duas, dois terços dos clubes seguem vivos depois da primeira fase, mas na feminina cada clube enfrenta seis dos 17 rivais possíveis, pouco mais de um terço, e na masculina, oito dos 35, menos de um quarto.
Desempate na Champions feminina: os dez critérios do artigo 18, em ordem
| Ordem | Critério | O que mede |
|---|---|---|
| 1 | Saldo de gols na fase de liga | desempenho geral |
| 2 | Gols marcados na fase de liga | ataque |
| 3 | Gols marcados fora de casa na fase de liga | ataque longe de casa |
| 4 | Vitórias na fase de liga | capacidade de vencer |
| 5 | Vitórias fora de casa na fase de liga | vitórias longe de casa |
| 6 | Pontos somados pelos adversários enfrentados | força do calendário |
| 7 | Saldo de gols somado desses adversários | força do calendário |
| 8 | Gols marcados somados desses adversários | força do calendário |
| 9 | Menos pontos disciplinares (vermelho 3, amarelo 1, dois amarelos 3) | disciplina |
| 10 | Coeficiente de clube | histórico em competições da UEFA |
A ordem conta uma história. Os cinco primeiros critérios olham só para o que o próprio clube fez; os três seguintes, para quem ele enfrentou; o nono pune a indisciplina, com três pontos por cartão vermelho, um por amarelo e três pela expulsão com o segundo amarelo; e o coeficiente de clube, o décimo, é o último recurso. O detalhe que confunde muita gente: no regulamento de 2026/27, o gol marcado fora de casa vale como terceiro critério da tabela, mas não decide confronto nenhum no mata-mata, em que os artigos 20 e 21 só preveem agregado, prorrogação e pênaltis. Faz sentido. Na fase de liga, todo mundo joga três vezes em casa e três fora, e marcar longe de casa vira mérito comparável entre os 18.
O primeiro critério já decidiu a ponta da tabela. Na fase de liga de 2025/26, Barcelona e OL Lyonnes terminaram com 16 pontos e a mesma campanha, cinco vitórias e um empate, e o Barcelona ficou em primeiro pelo saldo de gols, 17 contra 13, segundo a classificação oficial da UEFA. Outros três empates em pontos daquela edição também se resolveram no saldo: Arsenal e Manchester United com 12, Vålerenga e Roma com 4, Benfica e PSG com 2. Nenhum precisou do segundo critério. A lição para quem joga: com seis jogos e tabela única, o gol a mais contra o adversário mais fraco do calendário vale tanto quanto o gol num jogo grande.
O playoff do 5º ao 12º e a chave fixa até a final
O playoff é a peça que mais mudou a cara da competição. Pelo artigo 19, o 5º e o 6º colocados formam um par de cabeças de chave e são sorteados contra o 11º e o 12º; o 7º e o 8º, contra o 9º e o 10º. Os confrontos são de ida e volta, com a volta na casa do mais bem colocado. Na edição 2026/27, a ida foi marcada para 3 e 4 de fevereiro de 2027, e a volta, para 10 e 11 de fevereiro. Ao explicar o novo sistema, em 2024, a UEFA disse querer uma fase de liga mais competitiva e dinâmica, "garantindo que cada jogo conte". O playoff é o instrumento dessa promessa: com 12 dos 18 clubes seguindo para o mata-mata, sobram poucos jogos de dezembro sem nada em disputa.
Das quartas em diante, a chave é fixa, com o desenho do Anexo B do regulamento. Os quatro primeiros da fase de liga entram como cabeças de chave, sorteados em dois pares (o 1º com o 2º, o 3º com o 4º) para as posições das quartas, contra os vencedores do playoff, e fazem a volta em casa. Na semifinal, a volta em casa é do 1º e do 2º, o que só é possível com os dois em semifinais diferentes: pela construção da chave, eles só podem se cruzar na final. E há uma cláusula que vale ouro para quem vem de baixo. Se o 1º ou o 2º cair nas quartas, quem o eliminou herda a posição de cabeça de chave e, com ela, a volta da semifinal em casa. Na final, o mandante oficial é o finalista do lado prata da chave, só para efeitos administrativos.
A chave fixa premia a tabela duas vezes: quem termina entre os quatro primeiros pula uma fase e decide em casa, e quem termina entre os dois primeiros ganha também a volta da semifinal no próprio estádio. O outro efeito é que, depois do sorteio do mata-mata, cada clube conhece o caminho possível até a final. O Arsenal de 2025/26 é o melhor exemplo do que o playoff permite. Campeão da edição anterior, terminou a fase de liga em 5º, passou pelo OH Leuven por 7 a 1 no agregado, eliminou o Chelsea, 3º colocado, nas quartas (3 a 2) e só parou na semifinal, 4 a 3 para o OL Lyonnes. Foi o único clube vindo do playoff a chegar à semifinal naquela edição.
A final: jogo único em campo neutro, e a de 2027 em Varsóvia
A final é o único jogo sem volta do mata-mata. O artigo 22 manda disputá-la em jogo único, num estádio neutro definido com antecedência, com prorrogação e disputa de pênaltis em caso de empate. A da edição 2026/27, a 26ª da competição, foi marcada para o Estádio Nacional de Varsóvia, na janela de 28, 29 ou 30 de maio de 2027; até 23 de setembro de 2026, a UEFA não havia fixado o dia. O estádio recebeu a final da Liga Europa de 2015, a Supercopa da UEFA de 2024 e cinco jogos da Eurocopa de 2012, entre eles a abertura e uma semifinal. As sedes das duas decisões seguintes foram definidas em 15 de setembro de 2026: a de 2028 no OL Stadium, em Décines (Lyon), e a de 2029 no Estádio Nacional do País de Gales, em Cardiff.
Nem sempre foi assim. De 2002/03 a 2008/09, quando o torneio se chamava Copa Feminina da UEFA, a final era em ida e volta, e a UEFA registra aqueles placares pelo agregado. O jogo único em campo neutro virou vitrine, e a lista de recordes da UEFA, atualizada em 23 de maio de 2026, mostra o tamanho da aposta: os maiores públicos de finais foram 50.827 pessoas em Bilbao (2024), 50.212 em Munique (2012), 38.356 em Lisboa (2025), 33.147 em Eindhoven (2023) e 32.257 em Turim (2022). Fora das finais, o Camp Nou recebeu 91.648 pessoas em 22 de abril de 2022, na ida da semifinal entre Barcelona e Wolfsburg (5 a 1), acima dos 91.553 do Barcelona x Real Madrid das quartas daquele ano. Minha leitura: a final neutra depende do anfitrião e de quem chega a ela, e Varsóvia é aposta num mercado novo, não garantia de casa cheia.
Premiação da Champions feminina: quanto vale cada fase em 2026/27
| Item | Valor previsto para 2026/27 |
|---|---|
| Total das competições femininas de clubes da UEFA | €37,7 milhões |
| Clubes da fase de liga em diante | €18,2 milhões (48,39%) |
| Clubes das fases preliminares da Champions | €7,7 milhões (20,42%) |
| Clubes da Women's Europa Cup | €5,6 milhões (14,85%) |
| Solidariedade a clubes das ligas nacionais fora da fase de liga | €6,2 milhões (16,34%) |
| Taxa de participação na fase de liga, por clube | €505.000 |
| Vitória / empate na fase de liga | €60.000 / €20.000 |
| Bônus de colocação na fase de liga | de €10.000 (18º) a €180.000 (1º) |
| Playoff / quartas / semifinal, por fase disputada | €100.000 / €200.000 / €250.000 |
| Vice-campeã / campeã | €300.000 / €500.000 |
| Máximo possível para a campeã (soma) | €1.995.000 |
| 1ª fase preliminar: visitante / anfitrião | €75.000 / €40.000 |
| 2ª fase preliminar: visitante / anfitrião | €80.000 / €40.000 |
| 3ª fase preliminar: eliminado / classificado | €160.000 / €110.000 |
Os valores vêm da circular 50/2026 da UEFA, de 20 de julho de 2026, e a própria entidade avisa que são previsão, sujeita a confirmação, e não receita garantida: a venda de mídia e patrocínio do ciclo 2025 a 2030 não estava concluída quando o documento saiu. Pela circular, os 37,7 milhões de euros saem de três fontes: a receita líquida das competições, um investimento da própria UEFA e um aporte das competições masculinas de clubes. Dos 18,2 milhões destinados à fase de liga em diante, metade vai em taxa fixa, os 505.000 euros pagos a cada um dos 18 clubes, e metade em bônus por desempenho. É um modelo desenhado para amortecer o risco de quem entra: só a taxa de participação supera os 420.000 euros que a campeã da Women's Europa Cup pode somar na campanha inteira, pelas tabelas da mesma circular.
A conta do teto fecha com a da UEFA. A campeã que vencer os seis jogos da fase de liga e terminar em primeiro soma 505.000 euros de taxa, 360.000 de vitórias, 180.000 de bônus de colocação, 200.000 pelas quartas, 250.000 pela semifinal e 500.000 pelo título: 1.995.000 euros, o mesmo máximo que a UEFA divulgou para 2025/26 e 2026/27. A tabela esconde uma curiosidade. O 4º colocado recebe 150.000 euros de bônus e 200.000 pelas quartas, 350.000 no total; o 5º que passa pelo playoff leva 140.000, mais 100.000 do playoff e 200.000 das quartas, 440.000. Os 90.000 euros a mais não pagam o risco de dois jogos eliminatórios extras, e duvido que algum técnico troque a vaga direta por eles, mas o desenho mostra que a UEFA quis premiar quem joga mais, e não só quem termina mais alto.
A escada do dinheiro diz para onde a UEFA quer levar a competição. Para 2021/22, primeira temporada da fase de grupos, a entidade anunciou 24 milhões de euros, mais de quatro vezes o valor anterior, com mínimo de 400.000 euros por clube da fase de grupos e até 1,4 milhão para a campeã. Nas duas primeiras temporadas do ciclo 2025 a 2030, 2025/26 e 2026/27, a previsão passou a 37,7 milhões por temporada, com taxa de 505.000 euros e teto de 1,995 milhão para a campeã. Para 2027/28, 2028/29 e 2029/30, a UEFA anunciou 46,7 milhões por temporada, taxa de 670.000 euros e teto de 2,8 milhões, quase o dobro: pela conta da UEFA, 99% acima do máximo de 1,41 milhão do formato anterior. A solidariedade aos clubes fora da fase principal foi prevista em 6,2 milhões por temporada nas duas primeiras temporadas do ciclo e em 7,3 milhões nas três últimas.
Nas fases preliminares, a lógica é outra. Cada visitante de minitorneio recebe 75.000 euros na primeira fase e 80.000 na segunda, contra 40.000 do anfitrião, que economiza a viagem; os bônus por colocação no minitorneio vão de 1.000 a 18.000 euros. Na terceira fase, o eliminado leva 160.000 euros e o classificado, 110.000: um amortecedor para quem fica pelo caminho, já que quem avança passa a receber a taxa da fase de liga. E há um mecanismo quase invisível. Cada empate da fase de liga paga 20.000 euros a cada lado, 40.000 no total, contra 60.000 de uma vitória; essa sobra, somada à economia com o reequilíbrio da lista de acesso, vai para os 15 clubes que mais viajaram nas preliminares da Champions e em toda a Women's Europa Cup, além dos anfitriões de minitorneios.
Women's Europa Cup: a segunda chance de parte dos eliminados
A segunda competição nasceu da mesma reforma que criou a fase de liga e estreou em 2025/26. A Women's Europa Cup recebe os eliminados da terceira fase preliminar da Champions e os segundos e terceiros colocados dos minitorneios da segunda fase, além de 13 clubes que entram direto pelas ligas nacionais; no desenho de 2025/26, eram os terceiros colocados das associações 8 a 13 do ranking e os vices das associações 18 a 24. São seis etapas, com duas fases preliminares, oitavas, quartas, semifinal e uma final de ida e volta, e a campeã ganha vaga na terceira fase preliminar da Champions seguinte, pelo caminho dos campeões. É um degrau de verdade: o clube que cai da Champions em agosto ou setembro pode seguir com calendário europeu até maio.
O Häcken, da Suécia, foi o primeiro campeão. Venceu o Hammarby por 1 a 0 na ida, na Stockholm Arena, em 25 de abril de 2026, e por 3 a 2 na volta, na Hisingen Arena, em Gotemburgo, em 1º de maio: 4 a 2 no agregado, com os quatro gols de Felicia Schröder, artilheira da competição com oito. A UEFA registrou o título como o primeiro de um clube sueco em torneios da entidade desde o Umeå, campeão da Copa Feminina da UEFA em 2002/03 e 2003/04. Na edição 2026/27 da Champions, o Häcken apareceu entre os nove clubes com vaga direta na fase de liga, identificado pela UEFA, nessa lista, como campeão da Women's Europa Cup 2025/26. A vaga direta saiu de um rebalanceamento da lista de acesso, segundo a Wikipedia: como o Barcelona, dono do título, já estava classificado para a fase de liga pela liga espanhola, o Häcken, que como campeão da Women's Europa Cup teria entrado na terceira fase preliminar, foi promovido à fase de liga.
Do mata-mata à fase de liga: as reformas de 2019 e 2023
A fase de liga fecha uma sequência de duas reformas em pouco mais de meia década. Até 2020/21, as oitavas de final eram disputadas em mata-mata. Em 4 de dezembro de 2019, o Comitê Executivo da UEFA aprovou, em Nyon, a troca das oitavas por uma fase de grupos, com estreia em 2021/22: quatro grupos de quatro, em turno e returno, com os dois primeiros de cada grupo nas quartas. Veio junto a centralização dos direitos de mídia da fase de grupos em diante, com a UEFA produzindo a transmissão de todos os jogos. Na minha leitura, é isso, mais do que o formato, que explica o salto de dinheiro: os 24 milhões de euros anunciados para 2021/22 eram mais de quatro vezes o valor distribuído até então.
O segundo salto foi aprovado em 2 de dezembro de 2023 e estreou em 2025/26: fase de liga com 18 clubes, dois a mais que os 16 da fase de grupos, e a criação da Women's Europa Cup. Cada clube manteve seis jogos na primeira fase, como nos grupos, mas contra seis adversários diferentes, e não três enfrentados duas vezes. O total de partidas da fase principal até a final subiu de 61 (48 nos grupos, 8 nas quartas, 4 nas semifinais e a final) para 75 (54 na fase de liga, 8 no playoff, 8 nas quartas, 4 nas semifinais e a final), número que a ESPN confirma para 2026/27. A UEFA justificou a mudança com mais clubes em disputa e mais competitividade, levando em conta, nas palavras da entidade, as restrições de calendário e a carga sobre as jogadoras.
Até o calendário mudou. Em 2025/26, a fase de liga foi disputada entre outubro e dezembro; em 2026/27, começou em 22 de setembro. Minha avaliação, depois de uma temporada inteira e da primeira rodada de 2026/27: o playoff e a tabela única dão a 12 dos 18 clubes motivo para jogar até a sexta rodada, e a chave fixa valoriza a primeira fase. O custo está no pote 3. Cada clube do pote 1 enfrenta dois do pote 3, o que dá 12 jogos desse tipo por edição, mais de um quinto dos 54 da fase de liga, e alguns terminam como Servette 0 x 8 OL Lyonnes, em 23 de setembro de 2026. Sem a solidariedade e sem a Europa Cup como degrau, esse abismo só cresceria.
2025/26, a primeira fase de liga: a tabela e onde cada clube parou
| Pos. | Clube | V-E-D | Saldo | Pts | Até onde foi (placar do confronto) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Barcelona | 5-1-0 | +17 | 16 | quartas (12-2 Real Madrid), semifinal (5-3 Bayern München) e título (4-0 OL Lyonnes) |
| 2 | OL Lyonnes | 5-1-0 | +13 | 16 | quartas (4-1 Wolfsburg), semifinal (4-3 Arsenal) e vice (0-4 Barcelona) |
| 3 | Chelsea | 4-2-0 | +17 | 14 | quartas (2-3 Arsenal) |
| 4 | Bayern München | 4-1-1 | +1 | 13 | quartas (5-3 Manchester United) e semifinal (3-5 Barcelona) |
| 5 | Arsenal | 4-0-2 | +5 | 12 | playoff (7-1 OH Leuven), quartas (3-2 Chelsea) e semifinal (3-4 OL Lyonnes) |
| 6 | Manchester United | 4-0-2 | -2 | 12 | playoff (5-0 Atlético de Madrid) e quartas (3-5 Bayern München) |
| 7 | Real Madrid | 3-2-1 | +6 | 11 | playoff (5-2 Paris FC) e quartas (2-12 Barcelona) |
| 8 | Juventus | 3-1-2 | +5 | 10 | playoff (2-4 Wolfsburg) |
| 9 | Wolfsburg | 3-0-3 | +3 | 9 | playoff (4-2 Juventus) e quartas (1-4 OL Lyonnes) |
| 10 | Paris FC | 2-2-2 | -3 | 8 | playoff (2-5 Real Madrid) |
| 11 | Atlético de Madrid | 2-1-3 | +4 | 7 | playoff (0-5 Manchester United) |
| 12 | OH Leuven | 1-3-2 | -5 | 6 | playoff (1-7 Arsenal) |
| 13 | Vålerenga | 1-1-4 | -5 | 4 | eliminado na fase de liga |
| 14 | Roma | 1-1-4 | -10 | 4 | eliminada na fase de liga |
| 15 | Twente | 0-3-3 | -6 | 3 | eliminado na fase de liga |
| 16 | Benfica | 0-2-4 | -7 | 2 | eliminado na fase de liga |
| 17 | PSG | 0-2-4 | -8 | 2 | eliminado na fase de liga |
| 18 | St. Pölten | 0-1-5 | -25 | 1 | eliminado na fase de liga |
A temporada 2025/26 serviu de teste para o formato, e ele aguentou. O Barcelona terminou a fase de liga em primeiro, atropelou o Real Madrid nas quartas por 12 a 2 no agregado e passou pelo Bayern München na semifinal (5 a 3). Na final de 23 de maio de 2026, no Ullevaal Stadion, em Oslo, fez 4 a 0 no OL Lyonnes, com dois gols de Ewa Pajor e dois de Salma Paralluelo. Foi o quarto título do clube, com Pere Romeu no banco. Do outro lado estava Jonatan Giráldez, campeão europeu com o próprio Barcelona em 2023 e 2024. Pajor fechou a edição como artilheira, com 11 gols, sem contar as preliminares.
Foram dois tempos diferentes na final, e a análise publicada pela UEFA registra isso: o OL Lyonnes amarrou o Barcelona no primeiro tempo, e o jogo mudou depois do intervalo. A capitã Alexia Putellas disse que o time sabia que o adversário deixaria espaços na segunda etapa; Giráldez resumiu a derrota dizendo que o Barcelona foi "extremamente clínico no último terço". Os quatro gols saíram depois do intervalo, os de Pajor aos 55 e aos 69 minutos e os de Paralluelo aos 90 e aos 90+3. É o retrato de um campeão que não precisa controlar o jogo inteiro para decidir, e de um vice que pagou caro por não transformar em gol o domínio do primeiro tempo.
As campeãs da Champions feminina, de 2001/02 a 2025/26
| Temporada | Campeã | Placar da final | Vice |
|---|---|---|---|
| 2001/02 | Frankfurt | 2-0 | Umeå |
| 2002/03 | Umeå | 7-1 (agregado) | Fortuna Hjørring |
| 2003/04 | Umeå | 8-0 (agregado) | Frankfurt |
| 2004/05 | Turbine Potsdam | 5-1 (agregado) | Djurgården |
| 2005/06 | Frankfurt | 7-2 (agregado) | Turbine Potsdam |
| 2006/07 | Arsenal | 1-0 (agregado) | Umeå |
| 2007/08 | Frankfurt | 4-3 (agregado) | Umeå |
| 2008/09 | Duisburg | 7-1 (agregado) | Zvezda-2005 |
| 2009/10 | Turbine Potsdam | 0-0 (7-6 nos pênaltis) | OL Lyonnes |
| 2010/11 | OL Lyonnes | 2-0 | Turbine Potsdam |
| 2011/12 | OL Lyonnes | 2-0 | Frankfurt |
| 2012/13 | Wolfsburg | 1-0 | OL Lyonnes |
| 2013/14 | Wolfsburg | 4-3 | Tyresö |
| 2014/15 | Frankfurt | 2-1 | PSG |
| 2015/16 | OL Lyonnes | 1-1 (4-3 nos pênaltis) | Wolfsburg |
| 2016/17 | OL Lyonnes | 0-0 (7-6 nos pênaltis) | PSG |
| 2017/18 | OL Lyonnes | 4-1 (prorrogação) | Wolfsburg |
| 2018/19 | OL Lyonnes | 4-1 | Barcelona |
| 2019/20 | OL Lyonnes | 3-1 | Wolfsburg |
| 2020/21 | Barcelona | 4-0 | Chelsea |
| 2021/22 | OL Lyonnes | 3-1 | Barcelona |
| 2022/23 | Barcelona | 3-2 | Wolfsburg |
| 2023/24 | Barcelona | 2-0 | OL Lyonnes |
| 2024/25 | Arsenal | 1-0 | Barcelona |
| 2025/26 | Barcelona | 4-0 | OL Lyonnes |
Foram 25 edições até a final de 2026: oito com o nome de Copa Feminina da UEFA, de 2001/02 a 2008/09, e 17 como Champions League feminina, nome adotado em 2009/10. Pela contagem da UEFA atualizada em 23 de maio de 2026, o OL Lyonnes soma oito títulos, Barcelona e Frankfurt têm quatro, Arsenal, Turbine Potsdam, Umeå e Wolfsburg têm dois, e o Duisburg, um. Por país, a conta dá nove títulos à Alemanha, oito à França, quatro à Espanha e dois à Inglaterra e dois à Suécia. A tabela conta três épocas: a dos anos 2000, de alemães e suecos, com a exceção do Arsenal; a do OL Lyonnes, com cinco títulos seguidos entre 2015/16 e 2019/20; e a do Barcelona, que chegou a seis finais seguidas de 2020/21 a 2025/26 e ganhou quatro.
Os recordes individuais seguem a mesma geografia. Wendie Renard e Eugénie Le Sommer, as duas do OL Lyonnes, somavam oito títulos cada até a final de 2026, a maior marca entre jogadoras. Na artilharia de todos os tempos, contando as preliminares, Ada Hegerberg aparece com 69 gols na atualização da UEFA de 23 de maio de 2026, à frente de Anja Mittag (51) e Le Sommer (50); foi Hegerberg quem marcou 15 gols em 2017/18 e superou a marca de 14 numa só temporada. Na lista de recordes das finais, Conny Pohlers aparece no topo, com oito gols, e o hat-trick de Hegerberg na decisão de 2019, contra o Barcelona, está entre as maiores marcas de um só jogo. Entre os técnicos, Patrice Lair, Bernd Schröder e Jonatan Giráldez somavam quatro finais cada até 2026.
Brasileiras na Champions feminina: Marta, Formiga e as sete de 2026/27
Para o leitor brasileiro, os recordes da competição têm duas marcas com sotaque daqui. Marta aparece em sexto na artilharia de todos os tempos da Champions feminina, com 46 gols por Umeå, Tyresö e Rosengård na atualização da UEFA de 23 de maio de 2026, e somava seis gols em finais, pela lista de recordes das decisões. Ela também era, pelos recordes da UEFA, a jogadora mais jovem a marcar numa decisão: tinha 18 anos e 79 dias no jogo de ida da final de 2003/04, entre Umeå e Frankfurt, que o Umeå venceu por 8 a 0 no agregado. Formiga ficou com a outra ponta da régua. Era, na mesma lista, a jogadora mais velha a disputar uma final da Champions, com 39 anos e 90 dias, na decisão de 2017 entre OL Lyonnes e PSG.
As listas de inscrição da UEFA para a fase de liga de 2026/27, conferidas em 23 de setembro de 2026, trazem sete brasileiras em quatro clubes. No Barcelona está a atacante Kerolin, contratada junto ao Manchester City em agosto de 2026, com contrato até 2030, segundo a agência EFE. O OL Lyonnes tem a zagueira Tarciane e a atacante Giovanna Waksman; o PSG, a meio-campista Vitória Yaya e a zagueira Isabela Chagas; o Benfica, a atacante Nycole Raysla e a meio-campista Ana Clara Oliveira. Cinco delas jogam em clubes do pote 1. Com as outras sul-americanas, a goleira chilena Christiane Endler (OL Lyonnes), as colombianas Linda Caicedo (Real Madrid), Mayra Ramírez (Chelsea) e Karla Torres (Paris FC) e a equatoriana Manoly Baquerizo (Paris FC), são 12 jogadoras do continente em sete dos 18 elencos.
O peso disso para a Seleção tem data. A Copa do Mundo feminina de 2027 foi marcada para o Brasil, de 24 de junho a 25 de julho de 2027, com 32 seleções e 64 jogos, a primeira em solo sul-americano, e o Terra tratou a Champions, em 22 de setembro de 2026, como vitrine das brasileiras que podem chegar em alta ao torneio. Yaya, do PSG, resumiu ao Lance! o que sentia antes da estreia contra o Real Madrid: "é um grande campeonato, que brilha os olhos de todos os atletas". Na minha leitura, é o teste mais duro que essas jogadoras terão antes da Copa, porque a fase de liga as põe, em seis jogos, diante de adversárias de três níveis diferentes de exigência.
A Champions também é a porta europeia de um confronto que o torcedor brasileiro já viu. A Copa dos Campeões feminina da FIFA, criada pelo Conselho da FIFA em março de 2025, reúne os seis campeões continentais da temporada anterior e é disputada nos anos em que não há Copa do Mundo de Clubes feminina. Na primeira edição, o Arsenal, campeão da Champions de 2024/25, venceu o Corinthians, campeão da Copa Libertadores feminina de 2025, por 3 a 2 na prorrogação, com gol de Caitlin Foord aos 104 minutos, na final de 1º de fevereiro de 2026, no estádio do Arsenal. A edição seguinte foi marcada para 27 a 31 de janeiro de 2027.
A primeira rodada de 2026/27, a audiência e onde assistir no Brasil
A primeira rodada da edição 2026/27 deu uma amostra de tudo o que o formato promete. Em 22 de setembro, o Manchester City, de volta depois de ficar fora da edição anterior, buscou um 2 a 2 com o Bayern München e, segundo a AP, virou o primeiro time inglês a não perder para o Bayern como visitante em competição europeia. A Inter estreou na fase principal vencendo o Häcken por 1 a 0, gol de Haley Bugeja, a primeira atleta de Malta, entre homens e mulheres, a jogar uma fase de grupos ou de liga da Champions. No mesmo jogo, Aivi Luik, do Häcken, com 41 anos e 188 dias, tornou-se a primeira jogadora com mais de 40 anos nessa etapa. O Arsenal bateu o HB Køge com um pênalti de Mariona Caldentey nos acréscimos, o Benfica venceu a Juventus por 2 a 1 e Real Madrid e PSG empataram por 1 a 1.
Em 23 de setembro, o OH Leuven segurou a Roma no 0 a 0, com um pênalti perdido por Marta Pandini nos acréscimos, e o OL Lyonnes, com três gols de Marie-Antoinette Katoto, fez 8 a 0 no Servette, que voltava à competição depois de quatro temporadas fora. O palco cresceu junto: em 2025/26, pelos dados da UEFA divulgados pela Reuters, mais de 39,7 milhões de espectadores acompanharam a competição antes da final, com expectativa de ao menos 44,5 milhões no total, jogos transmitidos em 207 territórios e 30 parceiros de TV aberta na decisão. No Brasil, os direitos da edição 2026/27 ficaram com a ESPN e o Disney+ Premium, e as nove partidas da rodada de abertura tiveram transmissão no Disney+. Na Europa, segundo a ESPN, o Disney+ exibiria os 75 jogos da temporada.
Leia também
- UEFA: 2026/27 UEFA Women's Champions League: Dates, full guide (abre em nova aba)
- UEFA (regulamento 2026/27): Article 17 Match system, league phase (abre em nova aba)
- UEFA (regulamento 2026/27): Article 18 Equality of points, league phase (abre em nova aba)
- UEFA (regulamento 2026/27): Article 19 Draw system, knockout phase (abre em nova aba)
- UEFA (circular 50/2026): Distributions to clubs for the 2026/27 UEFA women’s club competition season (abre em nova aba)
- UEFA: Record revenue distribution for UEFA women's club competitions (abre em nova aba)
- UEFA: Women's Champions League 2026/27 league phase draw: When is it, how does it work? (abre em nova aba)
- UEFA: 2026/27 Women's Champions League: All the league phase fixtures and results (abre em nova aba)
- UEFA: Women's Champions League third qualifying round: Inter, Paris Saint-Germain, Chelsea… (abre em nova aba)
- UEFA: 2027 Women's Champions League final: National Stadium, Warsaw (abre em nova aba)
- UEFA: New UEFA women's club football system explained (abre em nova aba)
- UEFA: New format for Women's Champions League: Everything you need to know (abre em nova aba)
- UEFA: New Women's Champions League format with group stage: how it will work (abre em nova aba)
- UEFA: UEFA Women's Europa Cup final winners: Häcken (abre em nova aba)
- Wikipedia: 2026–27 UEFA Women's Champions League (abre em nova aba)
- UEFA: Women's Champions League final records and statistics (abre em nova aba)
- UEFA: Women's Champions League all-time top scorers: Ada Hegerberg, Anja Mittag, Eugénie Le… (abre em nova aba)
- UEFA: Where the 2026 Women's Champions League final was won: Barcelona 4-0 OL Lyonnes (abre em nova aba)
- UEFA: Women's Champions League Matchday 1 Tuesday highlights and round-up: Arsenal leave it… (abre em nova aba)
- Associated Press (via Click2Houston): Man City salvages draw at Bayern Munich in return to the Women's Champions League… (abre em nova aba)
- Associated Press (via Yahoo Sports): OL Lyonnes hits 8 at Servette in Women's Champions League. Title holder Barcelona hosts… (abre em nova aba)
- ESPN: Barcelona women set all-time attendance record in UWCL win over Wolfsburg (abre em nova aba)
- Reuters (via bdnews24): Women's Champions League hits new audience benchmark, says UEFA (abre em nova aba)
- CNN Brasil: Copa do Mundo Feminina de 2027: veja as datas do torneio no Brasil (abre em nova aba)
- Lance!: Yaya destaca desafio do PSG contra o Real Madrid na estreia da Champions (abre em nova aba)
- EFE (via Diario1): El Barça ficha a la delantera brasileña Kerolin Nicoli hasta 2030 (abre em nova aba)
- TELA VIVA: ESPN e Disney+ exibem UEFA Champions League Feminina (abre em nova aba)
Perguntas frequentes
- Como funciona a Champions League feminina?
- Na edição 2026/27, 18 clubes jogam uma fase de liga com tabela única: cada um faz seis jogos contra seis rivais, dois de cada pote, três em casa e três fora. Do 1º ao 4º vão às quartas; do 5º ao 12º jogam um playoff de ida e volta; do 13º ao 18º caem. Quartas e semifinais são de ida e volta, e a final é jogo único em campo neutro.
- Quantos clubes disputam a Champions feminina?
- Na fase de liga, 18. Contando as preliminares, a edição 2026/27 teve 74 clubes: 65 disputaram as fases preliminares, das quais só 9 saíram classificados, e 9 entraram direto, entre eles o Barcelona, campeão de 2025/26. A fase de liga de 18 clubes estreou em 2025/26, com 2 a mais que os 16 da antiga fase de grupos.
- Como é o desempate na fase de liga da Champions feminina?
- Pelo artigo 18 do regulamento de 2026/27, clubes empatados em pontos são separados, na seguinte ordem, por: saldo de gols, gols marcados, gols fora de casa, vitórias, vitórias fora, pontos somados pelos adversários enfrentados, saldo dos adversários, gols dos adversários, menos pontos disciplinares e coeficiente de clube.
- Quem é o maior campeão da Champions feminina?
- O OL Lyonnes, com 8 títulos até a final de 2026, à frente de Barcelona e Frankfurt, com 4 cada. A edição 2025/26 ficou com o Barcelona, que venceu o OL Lyonnes por 4 a 0 na final de 23 de maio de 2026, em Oslo. Por país, a conta dava 9 títulos à Alemanha e 8 à França.
- Quanto ganha a campeã da Champions feminina?
- Na edição 2026/27, a circular 50/2026 da UEFA prevê 500.000 euros pelo título e até 1.995.000 euros na campanha inteira, somando taxa de participação, vitórias, bônus de colocação e mata-mata. Para as temporadas de 2027/28 a 2029/30, a UEFA previu, em dezembro de 2024, teto de 2,8 milhões de euros.
- Quando é a final da Champions feminina de 2027?
- A UEFA marcou a final da edição 2026/27 para o Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia, na janela de 28 a 30 de maio de 2027; em 23 de setembro de 2026, o dia exato não estava definido. As finais seguintes foram entregues ao OL Stadium, em Décines (Lyon), em 2028, e a Cardiff, em 2029.
A newsletter do Soccer Addicted
Os guias novos e o que a nossa base mediu na semana, em um e-mail.






