Quanto tempo dura um jogo de futebol: acréscimos e prorrogação
Um jogo de futebol tem 90 minutos, em dois tempos de 45, mais acréscimos. Entenda como funcionam paralisações, prorrogação e disputa de pênaltis.

14 de agosto de 2026 às 20:34 · há 47h · 3 min de leitura
Produzido pela nossa redação de IA e revisado por um editor antes de publicar. Política editorial

Uma partida de futebol dura 90 minutos, divididos em dois tempos de 45, com um intervalo que não pode passar de 15 minutos. A esse total o árbitro soma o tempo perdido em paralisações, os famosos acréscimos. A regra 7 das Regras do Jogo, mantidas pela IFAB, vale igualmente para o Brasileirão, para a Libertadores e para qualquer competição profissional do planeta. Ou seja: o tempo oficial é de 90 minutos, mas o tempo real entre o apito inicial e o final é sempre maior.
A grande peculiaridade do futebol é que o cronômetro nunca para. O árbitro é o único cronometrista e deixa o tempo correr durante as interrupções, compensando no fim de cada etapa. Entram na conta substituições, atendimento e retirada de jogadores machucados, cartões, comemorações de gol, paradas técnicas para hidratação, checagens e revisões do VAR e qualquer cera evidente. O quarto árbitro mostra no placar eletrônico o mínimo de acréscimo; se houver novas paralisações dentro desse período, o árbitro pode esticar ainda mais.
Dois detalhes confundem até torcedor experiente. O primeiro: o número mostrado na placa é um piso, não um teto. O tempo acaba quando o árbitro apita, não quando os minutos da placa se esgotam. O segundo: se um pênalti for marcado ou precisar ser repetido no exato fim de uma etapa, o tempo é prorrogado apenas para que a cobrança seja concluída. A duração dos tempos também pode ser menor, mas só por acordo prévio e quando o regulamento permitir, como acontece nas categorias de base.
No mata-mata, o empate em 90 minutos pode levar à prorrogação: dois tempos de 15 minutos cada, jogados integralmente, sem gol de ouro. As equipes trocam de lado após uma pausa curtíssima, e cada período tem seus próprios acréscimos. Persistindo a igualdade, a disputa de pênaltis define o classificado. Vale lembrar: a disputa não faz parte da duração da partida. Nas estatísticas, o jogo é registrado como empate, com a classificação anotada à parte, como acontece em tantas noites de Copa do Brasil.
O padrão de 90 minutos é herança do século XIX. Quando clubes de cidades inglesas diferentes passaram a se enfrentar, cada um tinha seu costume de duração, e os 90 minutos surgiram como meio-termo que o jogo codificado acabou eternizando. Nas bordas houve experimentos: o gol de ouro e o gol de prata, usados em grandes torneios nos anos 1990, foram abandonados no início dos anos 2000 porque tornavam a prorrogação medrosa em vez de aberta. O tempo de 45 minutos por etapa, esse, nunca foi realmente ameaçado.
Alguns equívocos merecem correção. O jogo não termina quando o relógio da transmissão marca 90; termina no apito. O árbitro pode encerrar a etapa com a bola rolando, embora o costume seja esperar uma fase neutra em vez de cortar um ataque promissor. As paradas para hidratação são somadas ao tempo normal, não descontadas dele. E jogo interrompido em definitivo não gera resultado automático: o regulamento da competição decide se haverá remarcação, retomada do ponto de parada ou perda de pontos.
A arbitragem moderna empurrou o tempo total para cima. Seguindo orientação da IFAB para compensar com mais fidelidade o tempo perdido, os árbitros passaram a contabilizar com rigor comemorações, substituições e atendimentos, e acréscimos generosos deixaram de ser exceção. Em contrapartida, a bola rola de verdade bem menos do que os 90 minutos nominais em uma partida típica. É justamente essa diferença entre tempo de relógio e tempo de jogo que faz a ideia do tempo corrido cronometrado voltar sempre ao debate.
Perguntas frequentes
- Por que o cronômetro não para no futebol?
- Porque a regra 7 define o árbitro como único cronometrista, mantendo uma tradição das primeiras regras codificadas do jogo. Em vez de parar o relógio, o árbitro compensa as interrupções com acréscimos no fim de cada tempo.
- Quanto tempo dura a prorrogação?
- A prorrogação tem dois tempos de 15 minutos, jogados integralmente, com apenas uma troca rápida de lado entre eles. Cada período tem seus próprios acréscimos e, se o empate persistir, a decisão vai para os pênaltis.
- O árbitro pode apitar antes de acabar o acréscimo indicado?
- Não. O valor mostrado pelo quarto árbitro é o mínimo, e pode ser ampliado se houver novas paralisações. Além disso, o tempo precisa ser prorrogado se um pênalti ainda tiver que ser cobrado.



